Fies ajuda a diminuir inadimplência no ensino superior, diz Semesp

Índice de inadimplência nas instituições de ensino superior privadas caiu de 8,46% em 2011 para 8,43% em 2012, segundo pesquisa apresentada pelo sindicato das mantenedoras

Ocimara Balmant, O Estado de S. Paulo

03 Julho 2013 | 17h08

O índice de inadimplência nas instituições de ensino superior privadas caiu de 8,46% em 2011 para 8,43% em 2012, segundo pesquisa apresentada nesta quarta-feira, 3,  pelo Semesp, o sindicato das mantenedoras. A queda vai na contramão da inadimplência total das pessoas físicas no Brasil, que apresentou alta de 7,7% para 8% no mesmo período.

Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, esse cenário mais positivo é reflexo do contínuo aperfeiçoamento da gestão de cobrança das instituições, mas, principalmente, do crescimento exponencial do Fundo de Assistência Estudantil (Fies), que passou a ser uma importante ferramenta para redução da inadimplência.

Desde 2010, as mudanças das regras para que os universitários consigam estudar financiados pelo governo fizeram com que o número de contratos, que era de 32 mil em 2009, chegasse a um milhão no ano passado. Resultado da queda dos juros de 6,5% para 3,4% ao ano; da maior carência para início do pagamento, que cresceu de 12 para 18 meses; e do processo de inscrição ser ininterrupto, antes havia dois períodos anuais.

"Principalmente com a flexibilização das datas de adesão, a situação melhorou. Se o aluno inicia o curso e, após alguns meses, tem dificuldade de pagar o curso, a escola tem o que oferecer", diz Capelato. Atualmente, 24% dos ingressantes nas instituições privadas brasileiras aderem ao Fies. E deve crescer. Nos EUA, por exemplo, o porcentual chega a 80%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.