FGV lança curso de 'Vivência Empreendedora'

Ideia surgiu após constatação de que 25% dos recém-formados tentam abrir um negócio próprio

Carolina Stanisci, Estadão.edu

04 Agosto 2011 | 15h43

Depois de constatar que 25% de seus recém-formados tentam abrir um negócio por conta própria, a Fundação GetulioVargas (FGV) decidiu incrementar o empreendedorismo em sua grade. Foi criada a disciplina Vivência Empreendora, para os cursos de Administração de Empresas e Administração Pública.

Eletiva, a matéria pode ser cursada por alunos que estão entre o 5º e o 8º semestre. O objetivo é transformar os estudantse em empreendedores de "alto impacto". "Chamamos a disciplina de 'programa bota pra fazer'", diz um dos idealizadores da disciplina, o professor Gilberto Sarfati.

Para cursar o Vivência Empreendedora, além de ser matriculado na FGV, o aluno deve passar por uma seleção que consiste em uma entrevista. É eleito o aluno com vocação empreendedora.

Em geral, já estão empreendendo. "Ele (aluno) vem para turbinar o negócio. Outra característica importante do programa é o contato com empreendedores ou investidores que a gente vai trazer em todas as aulas."

Os alunos vão ter que apresentar, ao final do curso, um plano para o negócio que já estão tocando, ou para uma nova iniciativa. Investidores vão assistir à apresentação. De acordo com Sarfati, essa troca entre empreendedores e investidores será "o mais rico do programa".

"Os alunos já têm contato, no primeiro e segundo semestre, com a disciplina de empreendedorismo", lembra o professor. Foi por perceber a mudança de perfil dos recém-formados que a faculdade começou a mudar.

A GV sempre foi conhecida por levar quadros para o mercado financeiro e multinacionais, mas, em pesquisas internas, descobriu que 25% deles estava se encaminhando para ser dono do próprio negócio.

A iniciativa é uma parceria com a Endeavour, entidade internacional que apoia o empreendedorismo. O curso começou a ser ministrado na segunda-feira, 1.º.

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