Media Lab Estadão
Media Lab Estadão
Conteúdo Patrocinado

Festival Sesi de Robótica empolga alunos e professores

Evento ocupou os três andares da Bienal, em São Paulo; festival também contou com seminário que discutiu a educação do século 21

SESI, Media Lab Estadão
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

10 de março de 2020 | 15h38

No subsolo, um dia inteiro de debates em busca da educação que transforma vidas ao fazer os alunos pensar de forma crítica e transversal. Nos outros três andares do histórico prédio do Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, em São Paulo, cultura maker, projetos integrados exibidos na prática e robôs de várias formas e tamanhos funcionando com precisão.

“A taxonomia que nós fizemos para organizar o conhecimento, baseado em ideias do século 20, como o fordismo, não cabe mais no século 21. A educação precisa ser mais lúdica, instigante e gerar dúvidas e reflexões. Aquilo que você vê, ouve, interage e faz é uma experiência muito mais transformadora. O Sesi está se propondo a liderar e discutir isso em seu dia a dia e por meio de seminários como este” afirmou Rafael Lucchesi, diretor-superintendente do Sesi, durante abertura do Seminário Internacional Sesi de Educação, que integrou a programação do primeiro dia do 2º Festival Sesi de Robótica, realizado de 6 a 8 de março.

Missões cumpridas

Considerado a maior competição de robótica no Brasil, o Festival Sesi de Robótica tem como objetivo estimular competências fundamentais para o profissional do futuro, num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia. Na temporada 2020, mais de 160 equipes, provenientes de escolas de 23 Estados, participaram do evento, que teve como tema central “City Shaper” (construindo cidades inteligentes e sustentáveis).

A categoria FIRST LEGO League, uma das principais modalidades competitivas do festival, organizada em parceria com a FIRST, associação americana voltada para estimular a participação de jovens na ciência e na tecnologia, reuniu 100 equipes de todo o Brasil durante os três dias de competição. Todas, além de robôs totalmente treinados para desempenhar um circuito em exatos dois minutos e meio - ou menos para poder ganhar mais pontos -, também tiveram que pensar em um projeto para resolver problemas reais de uma cidade.

“Chegar à final foi uma experiência única. Treinamos bastante e a confiança era grande”, diz Giovanna Tomazetto, 14, aluna da unidade do Sesi de Jundiaí, campeã da competição de robôs na categoria First Lego League deste ano. A estudante, que pensa continuar na área de tecnologia no futuro, defendeu as cores preta e amarela da equipe Heroes na decisão.

O semblante e o sorriso no rosto de Giovanna, e de seu dupla, Danilo Merlo, 15, atestam que ambos estavam muito seguros com o desempenho. “Treinamos mais de um ano, várias horas por dia”, diz o estudante, que também pensa em continuar na área de engenharia quando chegar a hora de decidir por um curso superior.

Apesar de apenas os dois jovens estarem ao lado dos robôs na arena no momento da final, o Heroes tem mais seis integrantes, além do mentor e do técnico, ambos professores do Sesi. No ranking final, considerando a somatória dos pontos, o time ficou em terceiro lugar na modalidade. A Turma do Bob, do Sesi de Governador Valadares (MG), levou o grande título.

Soluções urbanas

O desempenho dos robôs montados com Lego e operados de forma autônoma é apenas um dos pilares para a avaliação das equipes no festival. Além de respeitar conceitos que mostram que os alunos sabem competir em equipe, as escolas participantes são obrigadas a apresentar um projeto de pesquisa em inovação que, nesta temporada, deveria estar relacionado com a solução de problemas urbanos.

Além de chegar à final na arena dos robôs, a Heroes defendeu um projeto de tráfego inteligente, para deixar a mobilidade urbana mais segura para todos, inclusive crianças e idosos. Para citar outro exemplo, a equipe do Sesi de Canaã, de Goiânia, vencedora do prêmio “Desempenho do Robô”, estudou um sistema de piso táctil mais moderno, que pode ser aplicado em vários ambientes para ajudar os deficientes visuais.

Entre as escolas da rede pública, destaque para a equipe Lobóticos, de Porto Alegre, que apresentou como proposta inovadora a reconstrução da Escola Municipal de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos, na zona oeste da cidade, onde estudam os próprios integrantes do time.

A vontade do grupo formado por Leonardo Balsamo, 15, João Domingues, 15, Gabrieli Welter, 11, e João Welter, 15, é que o ambiente em que eles e os colegas estudam tenha mais qualidade. “Nossa escola tem muitas oficinas de esporte, música e robótica. Por isso, uma das ideias é fazer um pavilhão onde a orquestra de alunos possa estudar e se apresentar para a própria comunidade da região. Se isso for ocorrer em algum teatro do centro de Porto Alegre, por exemplo, são aproximadamente três horas de ônibus”, afirma Gabrieli. O grupo também sonha com uma grande biblioteca no local.

Confira aqui os vencedores de todas as modalidades do Festival Sesi de Robótica 2020.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.