Festival reúne estudantes de música clássica

Evento será realizado simultaneamente na Unesp e no Parque da Água Branca

Felipe Mortara, Especial para o Estadão.edu

10 Setembro 2010 | 12h33

Rosangela Rhafaelle, 19, que faz bacharelado em percussão na Unesp, costumava ensaiar apenas aos sábados. Agora, tem dedicado mais de cinco horas diárias à peça para vibrafone que apresentará na quinta-feira no 20º Festival Ritmo e Som, que será realizado entre os dias 13 e 24 no teatro do Instituto de Artes da Barra Funda e no Parque da Água Branca. “Dá um frio na barriga É preciso muito empenho, pois são muitos trechos difíceis.”

 

O festival começa na segunda-feira e vai até o dia 24. A programação inclui recitais, palestras sobre música, apresentações de pesquisas e aulas com especialistas renomados do Brasil e do exterior, que serão realizados no teatro do câmpus da Unesp na Barra Funda e no Parque da Água Branca. Outras informações e a programação completa do evento estão disponíveis no site oficial.

 

Músicos da Orquestra da Unesp ensaiam para o festival

 

A última edição do Ritmo e Som, idealizado em 1984 pela musicista e professora da Unesp Maria de Lourdes Sekeff Zampronha, tinha ocorrido em 2006. Este será o primeiro festival desde a morte de Maria de Lourdes, em 2008. O evento mudou de perfil e passará a ser temático: este ano vai homenagear o compositor polonês Frédéric Chopin e o alemão Robert Schumann, por conta da comemoração do bicentenário de seus nascimentos. “É uma ocasião muito especial, já que será a volta do festival com dois grandes homenageados”, conta Felipe Faglioni, regente assistente da Orquestra Acadêmica da Unesp.

 

Como os estudantes vão tocar instrumentos de grande porte, a logística é um dos pontos complexos da organização do festival. “O transporte de pianos de cauda é muito difícil, por serem instrumentos sensíveis. Uma obra pode deixar de ser tocada se uma tecla estiver grudando na outra”, diz o professor André Rangel, vice-chefe do Departamento de Música da instituição. “Temos de lidar com toda sorte de imprevistos.”

 

Tocar para outros músicos e estudantes que saibam avaliar tecnicamente uma peça é um desafio ainda maior. “Antes de um evento como este eu me preparo ainda melhor. Presto mais atenção na minha postura, no modo de falar e me vestir”, confessa Rogério Shieh, 19, estudante do terceiro ano.

 

Além dos recitais e palestras, o Instituto de Artes também receberá uma exposição sobre Chopin, que já percorreu diversas cidades brasileiras. O acervo tem 32 peças, entre fotografias, pinturas, desenhos, gravuras, partituras, documentos e pertences, cedidos pelo Instituto Fryderyk Chopin e pelo Museu Chopin, ambos de Varsóvia, na Polônia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.