Festa e samba no trote na Unicamp

Universidade tem números de disque-denúncia para evitar violência no trote

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2010 | 11h20

Fazer flexão, pular em um pé só, dançar, sambar ao som do batuque dos veteranos e ter o rosto, corpo, cabelo e roupas pintados foram alguns dos trotes aplicados nos calouros da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que fizeram matrículas ontem. A recepção foi parecida com a adotada anteontem na Universidade de São Paulo (USP).   Muitos dos alunos chegaram acompanhados dos pais à universidade. "A gente fica meio inseguro porque não sabe se eles vão ser só pintados ou se tem alguma coisa a mais", afirmou a gerente de marketing Paula Volpe Henriques da Silva, de 45 anos, mãe da caloura Priscila, de 18 anos. "Eu sou filha única, então imagina", brincou a estudante, que pretende mudar-se de São Paulo para Campinas.   De acordo com os veteranos, cada turma tem responsáveis por monitorar seus colegas na recepção dos novos alunos. As festas programadas para março também serão acompanhadas por estudantes de cada curso e representantes dos centros acadêmicos.   Desde anteontem, calouros se revezam nos semáforos do centro de Campinas – antes foram os da PUC-Campinas e ontem da Unicamp – pedindo dinheiro. A universidade preparou uma carta para os calouros na qual deixou clara a proibição do uso de instrumentos cortantes e consumo de bebidas alcoólicas no câmpus.   A instituição diz não apoiar, organizar ou legitimar ações que causem constrangimentos, como aplicação de tinturas no corpo. A Unicamp colocou duas linhas telefônicas para denúncias de trotes violentos (0xx19 3521-4738 ou 0xx19 3521-4877). Não é preciso se identificar. Uma resolução normativa da PUC-Campinas coíbe qualquer tipo de prática de trotes aos alunos ingressantes. Os estudantes receberam uma carta alertando que a instituição não realiza eventos fora dos câmpus.

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