Cedê Silva/AE
Cedê Silva/AE

Feira das Profissões atrai 40 mil jovens em busca da escolha certa

Na 5.ª edição do evento na Cidade Universitária, alunos conhecem as carreiras disputadas na Fuvest

Cedê Silva - Especial para o Estadão.edu

04 Agosto 2011 | 19h55

Os 130 mil alunos que disputam todos os anos as vagas na USP têm idades, rendas e histórias diferentes, mas todos querem saber se fizeram a escolha certa muito antes de preencher a primeira letrinha no cartão de respostas. Cerca de 40 mil deles passarão pela 5ª Feira de Profissões da universidade, que começou nesta quinta-feira, 4, e termina no sábado. No evento, 500 professores, alunos e funcionários dos seis câmpus da universidade apresentam os cursos de graduação e tiram dúvidas.

Letícia Crociati, de 16 anos e já no 3º do Colégio Unimor, quer fazer Relações Internacionais (RI) desde 2009, mesmo não sabendo onde um profissional da área pode trabalhar. Descobriu no estande da feira que o analista de RI pode seguir vários caminhos – “acadêmico, político, na indústria... Achei interessante. Não fazia ideia que tinha matéria de Economia e, se você gosta mais de Direito, pode estudar isso também.” Sua amiga e xará Letícia Oliveira, de 17 anos, não estava interessada em RI, mas logo levaria a amiga para conhecer o curso de Audiovisual: “Quero estar na televisão, não importa como”.

Faz já uns três anos que Sarah Norberto, de 19, pesquisa sobre o curso de Biomedicina. Neste ano, ele será oferecido pela primeira vez no câmpus paulistano da USP – em Ribeirão Preto, já existe sob o nome "Ciências Biológicas – Modalidade Médica". Para Sarah, quem se forma em faculdade pública acha emprego mais fácil, por causa da tradição. Ela imagina que a USP trará de Ribeirão a expertise e a mesma grade curricular. Está descobrindo no cursinho Anglo em Osasco ser melhor do que pensava nas matérias de Exatas, mas vai tentar o vestibular para Biomedicina este ano: “Por enquanto, é isto que decidi”.

NÃO PRECISA TER MEDO

 

Débora Carvalho dos Santos, de 17 anos, está prestes a se formar na Escola Estadual Professor José Vieira de Moraes. Passou um bom tempo no estande de Engenharia e gostou mais da área ambiental. “Nunca pensei em trabalhar com matemática, física ou química, mas são coisas do nosso cotidiano, não precisa ter medo”, disse. Ela descobriu que um engenheiro ambiental não precisa ir à Floresta Amazônica para exercer a profissão. Pode trabalhar em São Paulo – em indústrias, empresas ou com tratamento de água. “Acho interessante trabalhar com produtos e energia renovável”, contou. “Até o esgoto tratado pode virar energia. A gente tira tudo da natureza, por que não ajudar?”

O vestibulando tem medo de cursar a área errada, conta Débora. “Por isso, é importante escolher o que a gente gosta.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.