Federais enfrentam impasse com decisão da Justiça

Universidades Federais que usam o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para seleção de novos alunos enfrentam um impasse sobre o que fazer diante da decisão da Justiça do Ceará de suspender a validade do exame em todo o País. As instituições que optaram por um sistema misto – que inclui tanto análise da nota do Enem quanto de exames próprios – estão em uma situação mais confortável. Para elas, caso o resultado do Enem demore a sair, a alternativa é levar em consideração apenas as notas dos candidatos obtidas no vestibular.

Lígia Formenti, Agência Estado

09 Novembro 2010 | 19h20

 

Veja também:

UFMG vai manter o uso do Enem no processo seletivo

 

É o caso, por exemplo, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A instituição informou que somente usará as notas do Enem em seu processo seletivo de 2011 caso os resultados sejam divulgados até dia 20 de dezembro. Passado este prazo, a universidade deverá usar apenas as notas de candidatos obtidas no vestibular. A Universidade de Goiás informou que deverá aguardar um pouco mais para definir qual política irá adotar. Caso a nota demore a ser divulgada, a opção será levar em conta apenas as avaliações feita na própria instituição de ensino.

 

As universidades que dependem exclusivamente do Enem para seleção dos alunos ouvidas pelo Estado informaram que não vão fazer nenhuma mudança na política até agora adotada. Até por que, não haveria tempo suficiente para montar todo o esquema de avaliação. “O Enem é um exame de alto nível. Não há razão para que ele seja substituído. Vamos esperar. Há bastante tempo até o início do ano letivo”, afirmou o reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Josivam Barbosa. A Universidade de Pelotas e a do Mato Grosso também vão aguardar o resultado do Enem. A Universidade Federal do Maranhão deverá definir sua estratégia numa reunião amanhã.

Mais conteúdo sobre:
Enem 2010

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.