"Fazer pesquisa é muito gratificante", diz geneticista

Mayana Zatz era ainda aluna do antigo 2.º Grau quando começou a se interessar pelo o que na época ? lá pelos anos 60 ? os cientistas conheciam sobre a genética. As experiências de hoje nesse campo pareceriam pura ficção científica para os pesquisadores de então.Mayana estudou Biologia, fez pós-graduação, doutorado e pós-doutorado e se tornou em uma das mais prestigiadas geneticistas do País. Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, Mayana diz que a genética é uma área crescente para quem pensa em estudar biologia, bioquímica, medicina.A seguir, os principais trechos de sua entrevista:Estado ? Como é o trabalho dos geneticistas?Mayana Zatz ? Há um trabalho de cruzamento de plantas, de melhoramento vegetal e animal e também o trabalho mais moderno sobre genoma, sobre proteínas, transgênicos, doenças genéticas e sobre terapia celular. Eu trabalho com genética humana e atendo pacientes com problemas neuromusculares.Estado ? Há demanda por esses profissionais?Mayana - Sim , é um mercado que está crescendo. Temos décadas de pesquisa pela frente. As instituições de governo e as universidades públicas são as que mais empregam esses profissionais. Mas os laboratórios precisam cada vez mais geneticistas para a área aplicada.Estado ? O que mais a atrai na profissão?Mayana ? Fazer pesquisa é algo muito gratificante. Toda vez que se responde uma questão, abre-se logo um leque de novas questões. É preciso estudar muito, a vida inteira.Estado ? Qual é a principal conquista que a genética pode trazer?Mayana - A grande esperança é o tratamento com células-tronco para a cura de doenças, entre elas diabete e mal de Alzheimer.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2003 | 13h30

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