Família complicada fez Izabela voltar antes

Logo após se formar em Jornalismo, no ano passado, Izabela Schlindwein decidiu participar de um programa de Au Pair nos EUA. ?Seria uma maneira de melhorar meu inglês e entrar no país legalmente, mesmo com todas as dificuldades geradas pela guerra do Iraque?, conta.Ela passou por um treinamento em Nova York, no qual aprendeu como cuidar das crianças americanas, noções básicas de cultura e dos costumes locais e até um pouco sobre leis de trânsito. Depois, seguiu para a cidade de Walnud Grove, ao sul de Sacramento, na Califórnia.MimadasLá, ficou responsável por cuidar de um menino e uma menina de 7 anos que moravam com a avó. Izabela comenta que as crianças americanas são bem diferentes das brasileiras. ?Lá elas têm muitos brinquedos, vêem muita televisão, têm tudo o que querem. Ficam mais mimadas.?De acordo com as orientações dadas pela organização dos programas de Au Pair, dificuldades com as crianças devem ser conversadas com os responsáveis por elas. ?Mas, como as crianças eram bastante travessas e a avó muito rígida, houve dificuldades?, conta a jovem.Troca de famíliaRosa Guimarães, do STB, explica que, quando ocorrem problemas, uma equipe de apoio psicológico-pedagógico entra em contato com a au pair e as famílias. ?Em casos extremos, a jovem pode até trocar de família?, explica.?É muito importante que haja suporte para a babá e aconteça a visita da coordenadora?, conta Izabela. Mas ela preferiu voltar ao Brasil antes do tempo. ?A família convivia pouco com as pessoas da região.?AutoconfiançaEmbora não tenha completado os 12 meses do programa, Izabela defende que outras jovens passem pela experiência. ?Como experiência de vida foi muito bom, e me ajudou a adquirir autoconfiança e capacidade para enfrentar situações diferentes?, comenta.E ela diz também que alcançou outro objetivo: ?O inglês? Ah, desenvolvi, sim. Nesse aspecto, foi excelente.?Fabiana Fernandes, da CI, acha que a jovem sempre volta diferente de uma viagem dessas, e isso pode ser muito bom para sua vida profissional no futuro.Qualidades?Quem participa demonstra que tem flexibilidade para se adaptar e é capaz de assumir grandes responsabilidades, como a de cuidar de uma criança. Essas qualidades são muito procuradas pelas empresas na hora de contratar.?Além disso, existe a vantagem adicional de ser uma maneira mais barata de conhecer outro país. ?Antes, falar inglês era diferencial para obter emprego; hoje é pré-requisito. Se hoje ter vivido uma experiência internacional é diferencial, também será pré-requisito dentro de algum tempo?, opina Fabiana.  leia também  Au Pair é intercâmbio com trabalho e salário  

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