EFE/Beto Barata
EFE/Beto Barata

Falta de ousadia vira covardia, diz Temer sobre novo ensino médio

Presidente defendeu reforma da etapa, feita por Medida Provisória; segundo ele, discussão já estava sendo feita há mais de 5 anos

Álvaro Campos e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2016 | 17h23

O presidente Michel Temer defendeu, nesta sexta-feira, 30, a reforma no ensino médio proposta pelo governo federal. Uma Medida Provisória publicada na última sexta, 23, no Diário Oficial da União (DOU), altera a grade curricular da etapa e permite que os alunos escolham área de estudos a partir da metade do ensino médio. 

Temer disse que o governo está tomando medidas ousadas "porque a falta de ousadia se converte em covardia". A declaração foi durante o Fórum Exame, em São Paulo. 

Segundo ele, desde 2013, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) vinha mostrando uma piora na qualidade do ensino e, assim, o Ministério da Educação resolveu promover uma reformulação na grade.“Isso já vinha sendo discutido no Congresso durante cinco, seis anos, e também em vários fóruns educacionais”, afirmou.

Reação. A reforma do ensino médio proposta pela gestão Michel Temer não terá tramitação fácil nem no Legislativo nem no Judiciário. Nesta quinta-feira, 29, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin deu prazo de dez dias para explicações do presidente. No Congresso, antes mesmo de instalada a comissão mista que vai debater o tema, o texto recebeu 567 sugestões de alteração dos parlamentares. 

 

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