Fernando Tancredi/FGV
Fernando Tancredi/FGV

Faculdades unem tecnologias e metodologias diferentes na preparação

Inovação vai desde a simulação de um tribunal com um juiz de verdade até a resolução de problemas

Eduardo Geraque, especial para o Estado

18 Outubro 2018 | 01h00

SÃO PAULO - Uma simulação de um julgamento realizada em Washington, capital dos Estados Unidos, para o aluno do curso de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) aprender sobre o sistema interamericano de Direitos Humanos. Com o objetivo de representar da melhor forma possível o mundo real, iniciativas das várias instituições que apresentam esse tipo de atividade aos estudantes contribuem para o desenvolvimento de várias habilidades: desde falar em público até organizar um raciocínio jurídico lógico. 

Não é porque a área em questão é de Humanas que não vai apresentar inovação. A inteligência artificial, como ocorre na FGV em São Paulo, vem sendo usada para organizar súmulas do Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo. No caso dessa simulação feita nos Estados Unidos, o evento faz parte de uma competição. O desfecho do tribunal e a indicação dos melhores estão sob a responsabilidade de um juiz de verdade, o que dá ainda mais dramaticidade ao exercício universitário.

Em São Paulo, também na FGV, um outro programa, baseado em uma experiência dinamarquesa, também é uma inovação metodológica disponível no campo das Ciências Humanas. A partir do sexto semestre, os alunos do curso de Administração de Empresas podem participar do programa Intent, construído sobre um tripé. A partir de projetos feitos pelos alunos com base no conhecimento adquirido em semestres anteriores, a liderança, o trabalho em equipe e o senso de direção, onde se aprende a lidar com as emoções, são exercitados. “Pela nossa visão, a educação tradicional é insuficiente, então procuramos desenvolver programas como esse”, afirma o professor Francisco Aranha, coordenador do Centro de Desenvolvimento de Ensino e Aprendizagem da Escola de Administração de Empresas em São Paulo.

Na Faculdade de Ciências Econômicas do Insper, a resolução de problemas complexos é um dos principais motes do curso de graduação. De acordo com a instituição, a parte teórica do curso é sempre confrontada com problemas reais.

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