Elza Fiúza/Agência Brasil
Elza Fiúza/Agência Brasil

Faculdades com EaD passam por avaliação rigorosa, diz MEC

Ministério da Educação afirma também que modalidade a distância permite acesso à educação a número maior de alunos

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

25 Março 2016 | 03h00

O Ministério da Educação, por meio de nota, afirma que a educação a distância (EaD) é “uma tendência em todo o mundo” e revela a consolidação do modelo regulamentado pela pasta. Em relação às críticas de especialistas, o órgão informa que “todos os cursos a distância passam por avaliação, seguindo o mesmo rigor aplicado aos cursos presenciais”.

“Em todo curso na modalidade EaD há uma série de atividades presenciais, como atividades de tutoria, práticas de laboratório e avaliações. Nota-se também que o próprio perfil dos estudantes é diferente, pois nesse tipo de modalidade se exige disciplina, organização e proatividade. Os resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) mostram que egressos de cursos superiores na modalidade EaD têm tido melhor desempenho do que seus colegas dos cursos presenciais”, diz o MEC. 

Segundo o órgão federal, os cursos a distância possibilitam acesso à educação a um número maior de estudantes e supre a demanda onde há pouca oferta de graduações presenciais. De acordo com o MEC, “a educação a distância permite a interiorização da educação superior em larga escala com qualidade, pois o uso das modernas metodologias e tecnologias de informação na educação amplia o acesso à educação”.

O MEC informa também que, de acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), a formação docente deve ser induzida pelo governo federal e o uso de metodologias online é uma das estratégias para realizar a expansão do ensino superior de professores. Entre as iniciativas está a Universidade Aberta do Brasil (UAB), que segundo o governo federal, “congrega 104 instituições públicas de ensino superior que oferecem, atualmente, 596 cursos de graduação. Até dezembro de 2015, a UAB formou cerca de 140 mil estudantes (em cursos de graduação e pós-graduação lato sensu)”.

Neste mês, o Conselho Nacional de Educação (CNE) discutiu um novo marco regulatório da EaD. Segundo o MEC, a resolução homologada estabelece que “as instituições de educação superior deverão planejar conjuntamente os cursos e atividades nas modalidades presencial e a distância; a possibilidade de realização de parcerias para compartilhamento de polos entre instituições para gestão de logística e de infraestrutura tecnológica; e a possibilidade de credenciamento unificado e simultâneo para a EaD e o ensino presencial”. 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) terão 120 dias para definir os parâmetros de qualidade e avaliação para a EaD. 

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