Hospital Albert Einstein
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Faculdade Israelita Albert Einstein lança curso de graduação em Fisioterapia

Profissionais da área são fundamentais na recuperação de quem teve covid-19, por causa de possíveis sequelas

Ocimara Balmant e Alex Gomes, Especiais para o Estadão

31 de maio de 2021 | 05h00

No cenário pós-pandemia, os profissionais da Saúde devem continuar com muito trabalho a fazer. Como se sabe, os recuperados da doença podem manifestar sequelas que demandam acompanhamento por muito tempo ou até de forma perene.

Com essa perspectiva, será lançado o curso de Fisioterapia na Faculdade Israelita de Ciência da Saúde Albert Einstein, com previsão de início em 2022. A coordenadora, Karina Timenetsky, explica que a graduação já estava nos planos, mas a necessidade trouxe urgência. “Com a pandemia, houve um grande aumento da necessidade por fisioterapeutas. Os pacientes precisam de suporte hospitalar em questões respiratórias e motoras. A demanda aumentou demais, e isso vai continuar por muito tempo. Estamos não só atendendo uma necessidade atual, mas futura.”

O curso oferecerá 60 vagas e seguirá a Diretriz Curricular Nacional de Fisioterapia. O aluno terá contato com diversas áreas da fisioterapia, como respiratória, musculoesquelética e esportiva. Também serão contemplados campos ligados a ortopedia, neurologia, cardiologia, ergonomia, pediatria e saúde da mulher e da família.

Para fomentar a prática, desde o início os alunos já terão atividades de laboratório e campos de estágio. “Também iremos estimular a visão de inovação e de gestão, bem como a análise crítica da literatura científica. Como todos sabemos, isso se mostrou muito importante na pandemia: uma prática baseada em evidências, diferenciar o que tem embasamento do que é fake news”, diz.

Ajustes

Outra faceta importante acentuada pela pandemia e que deve ditar os novos cursos e fomentar mudanças nas grades atuais é o olhar para as soft skills, como são chamadas as habilidades socioemocionais. Além do conhecimento técnico (hard skills), alunos da Saúde precisam desenvolver habilidades como escuta ativa e empatia.

“É um cenário desafiador para todos. Na São Judas, estamos inseridos em um ecossistema de aprendizagem fundamentado na integração de hard skills com habilidades socioemocionais”, diz Elisangela Farias, coordenadora regional das Ciências Biológicas e da Saúde da instituição.

O desenvolvimento das habilidades se dá tanto no dia a dia, no atendimento em clínicas, como fora do câmpus. “Botamos nossos alunos em contato com pessoas em condições de vulnerabilidade, em atividades que envolvem saúde ou até na confecção de máscaras para populações em situação de rua.”

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