Faculdade de Direito da USP ganha nova biblioteca no centro

Livros serão transferidos após reformas no ano passado no prédio histórico

Carolina Stanisci, Especial para o Estadão.edu

22 Janeiro 2010 | 12h53

A tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco está prestes a ampliar seus domínios no centro paulistano. Já foi decidido onde ficará o terceiro prédio anexo da instituição, que abrigará livros.   A construção – desapropriada em decreto assinado em 29 de dezembro pelo governador José Serra – fica na rua Senador Feijó, 205, tem dez pavimentos e um porão. Três andares estão sendo pintados para ficarem prontos para a ocupação.   A transferência de livros vem na esteira de uma série de polêmicas que envolveram as reformas na faculdade no ano passado. O Ministério Público Federal chegou a instaurar um inquérito civil para apurar mudanças na biblioteca central – toda a construção da Faculdade de Direito da USP, de 1827, é tombada pelo patrimônio histórico municipal e estadual. A São Francisco ganhou, com a reforma, uma sala, no andar térreo, e um auditório, no primeiro andar. Em novembro, insatisfeita com as respostas da direção, a procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins pediu que a faculdade enviasse fotografias provando que não teria feito modificações na biblioteca, que possui livros raros e antigos. A transferência dos livros para a rua Senador Feijó foi o último ato articulado pela gestão de João Grandino Rodas à frente da direção da faculdade – atualmente, ele está já trabalhando na reitoria da USP, onde toma posse no dia 25 oficialmente. "Os livros não cabem mais na faculdade. (O prédio) Será uma extensão da central e das outras bibliotecas. Hoje, o espaço que tem lá é insuficiente", diz Rodas. O edifício que abrigará a faculdade é o terceiro anexo da São Francisco. Em 2006, o então governador Claudio Lembo desapropriou um prédio na rua Riachuelo, ao lado de outro que já era anexo à São Francisco, unido por uma passarela. Placas de doadores Outra polêmica que envolve a faculdade tem a ver com os nomes das novas salas do prédio histórico. A reforma para o auditório, no primeiro andar, e a sala, no térreo, foi feita com verba substancial doada pelos herdeiros do banqueiro Pedro Conde e do advogado Pinheiro Neto, razão pela qual alguns sugeriram que seus nomes batizassem salas. Houve protesto de alunos, pois a tradição manda que apenas professores da casa deem nomes a salas. O caso já gerou uma pequena manifestação de alunos e será decidido em reunião da Congregação – órgão deliberativo máximo da Faculdade de Direito.

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