REUTERS/Yuya Shino
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Experiências pessoais enriquecem e valorizam candidato a MBA

Além do preparo profissional, leva vantagem no processo seletivo quem buscar vivências pessoais, como o trabalho voluntário

Fabio Mazzitelli e Rute Pina, Especiais para o Estado

17 Novembro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Para se tornar um gestor bem sucedido, é necessário ir além da perspectiva profissional e buscar vivências pessoais que possam aprimorar características próprias de um bom executivo. Essa é uma das principais recomendações dos especialistas ouvidos pelo Estado, muitos deles participantes com poder de decisão nos processos seletivos de MBA no Brasil.

“O candidato um pouco mais jovem tem de ganhar vivência profissional, na organização em que está ou em outra, como uma organização sem fins lucrativos. Tem de se enveredar por caminhos para ganhar vivência, bagagem”, afirma Karla Nassuno Alcides, diretora da escola de negócios Katz na América do Sul e diretora de comunicação da Associação Nacional de MBA (Anamba). 

À frente da Katz, um dos papéis de Karla é fazer uma “pré-entrevista” com o candidato e ajudá-lo a refletir sobre suas escolhas profissionais. Um dos pontos valorizados por ela é a experiência em serviços voluntários. “Às vezes, o candidato nem põe isso no currículo. É algo que o brasileiro ainda não valoriza”, diz. “Vá atrás de algo que faça sentido para você, seja em uma comunidade religiosa, em uma ONG. Exponha-se em projetos em que possa usar sua competência.”

Como executivo. Os recém-formados no ensino superior que se candidatam a uma vaga, em geral, são encaminhados para outro curso de pós-graduação que se encaixe mais no seu perfil. “Conforme a carreira vai avançando e o profissional começa a receber equipe, tomar decisão e ter foco em resultado, ele pode buscar as competências de um executivo, entregues pelos MBAs”, afirma Silvio Laban, diretor do Insper e diretor executivo da Anamba. 

Além da garantir uma experiência prévia, o candidato precisa tomar alguns cuidados para escolher o MBA adequado ao seu perfil, como informar-se sobre a estrutura curricular e como as disciplinas se distribuem ao longo do ano, os módulos internacionais e o número de horas extras de estudos para se cumprir com o curso. 

“Sempre oriento o candidato a conversar com um ex-aluno. Quero que ele venha sabendo que é puxado, difícil e vai estudar muito”, afirma Paula Chimenti, vice-diretora do Mestrado do Coppead, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

‘É aprovado quem tem o perfil’ - por Juliana de Araújo,contadora

“Trabalho na área financeira, em que sempre temos de nos atualizar. Decidi fazer um MBA Executive, que abrange liderança, gerenciamento de projetos, Finanças, Contabilidade e Marketing. Então escolhi o curso da Business School São Paulo (BSP), pois me traz conhecimento integrado.

O processo seletivo foi mais complexo do que esperava. Me inscrevi e enviei um currículo em inglês. Depois, fiz prova com questões de lógica e matemática. Também tive de entregar duas cartas de recomendação e fiz entrevista em inglês.

Acredito que só é aprovado quem tem o perfil para o curso em questão. Por isso, a chave é saber o que você quer, em que área pretende se especializar e se deseja ter um conhecimento global sobre uma empresa ou mais específico. Você precisa saber qual é a sua meta e estar preparado porque não é fácil.” 

‘É importante mostrar o que espera’ - por Xavier Cordero, administrador

“Em 2014, tomei a decisão de fazer MBA Executivo. Escolhi o curso do Coppead (UFRJ) porque é direcionado a pessoas que têm experiência e liderança no mercado. Também fiz um processo seletivo no exterior, com prova de admissão, proficiência de idioma e entrevista. Fui aprovado, mas priorizei o Brasil, por causa do trabalho.

Fiz só uma entrevista na seleção do Coppead, que me deixou confortável, pois conheci a dinâmica do programa. Se alguém deseja fazer o MBA Executivo, deve estar preparado e ter um tempo de liderança formal em uma empresa. Isso faz parte do processo de seleção. Deve estar pronto para fazer um programa que consome muito tempo.

Fui para entrevista já sabendo que deveria deixar claro que tinha experiência e disponibilidade para o programa. É importante mostrar suas qualidades e falar o que você espera do programa.” 

 

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