TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Expectativa é de que nota de corte na Fuvest suba em algumas carreiras

Concorrência deve crescer nos cursos com número significativo de vagas pelo Enem, afirma professor

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

12 Outubro 2015 | 03h00

Com parte das vagas reservadas para o Enem, alguns cursos devem ter concorrência maior na Fuvest deste ano. Quem não pode tentar o ingresso pelo exame federal deve ter uma missão ainda mais complicada na Fuvest. 

“Eu costumava me guiar pela nota de corte dos anos anteriores, mas acho que vai subir um pouco por causa dessa diferença de vagas”, diz Kimberly Mattos, de 19 anos, candidata ao curso de Ciências Biológicas, que oferta 18 das 120 vagas para alunos da rede pública, pelo Enem. 

“Precisarei acertar o máximo de questões que eu puder”, afirma a jovem, que vai tentar a carreira pela Fuvest.

A relação de candidatos por vaga da Fuvest ainda não foi divulgada, mas o total de inscritos superou 142,6 mil. No ano passado, foram 141,9 mil.

Laís Fernandes, de 20 anos, que pretende fazer Direito na capital, não se preocupa com a disputa mais acirrada. “Não estou com medo disso. São poucas vagas para o Enem (92 das 460)”, afirma. “E fiquei muito satisfeita com a decisão de colocar mais alunos de escola pública, pois a USP sempre foi muito elitista”, elogia. 

A decisão de usar o Enem como alternativa de ingresso é uma estratégia da USP para aumentar o número de ingressantes da rede pública. A meta é ter, até 2018, metade dos calouros vindos da escola pública. Neste ano, a taxa foi de 35,1%. Parte dos especialistas defende reservas de vagas maiores para que a USP atinja o objetivo no prazo. 

A concorrência na Fuvest, segundo professores, deve crescer apenas para os cursos que ofertam número significativo de vagas pelo Enem. “Não dá para saber se aumenta a nota de corte. Vai depender do grau de dificuldade da Fuvest neste ano”, explica Paulo Moraes, do Anglo Vestibulares. “Mas isso não deve gerar ansiedade no candidato: ele deve estar preparado para todo tipo de prova.”

Expectativa. Como a USP nunca fez parte do Sisu, alunos e professores também especulam sobre como será a procura de vagas pelo sistema. Com acesso em todo o País, o novo formato deve atrair talentos da rede pública de locais mais distantes.

“São candidatos que antes não vinham a São Paulo para fazer a Fuvest”, afirma Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo. “Se a seleção é restrita, em vários casos, a candidatos de escola pública, por outro lado fica mais abrangente por envolver alunos do Brasil inteiro”, acrescenta. 

Já para as notas de corte, a expectativa é de que alguns cursos da USP estejam entre os mais difíceis do Sisu. Direito do Largo São Francisco e Medicina de Ribeirão Preto estão entre as principais apostas. 

Das dez maiores notas de corte do Sisu no primeiro semestre de 2015, seis eram de Medicina e uma de Direito. Todas foram de cursos de universidades federais.

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