Expectativa do adolescente americano está fora da realidade

Então, sua filha está no último ano do ensino médio e quer ser médica. Boa notícia? Só se ela tiver o talento e o estudo necessários para bancar a ambição. Infelizmente, as metas profissionais de muitos adolescentes agora estão bem à frente daquilo que eles têm chance de conseguir, o que pode levar a desperdício de tempo e dinheiro, ansiedade e estresse, de acordo com estudo da Universidade Estadual da Flórida.O professor de sociologia John Reynolds rastreou as mudanças nas expectativas educacionais e profissionais de alunos do último ano do ensino médio entre 1976 e 2000, e descobriu que o abismo entre metas e conquistas só cresceu nestes 25 anos. O estudo está publicado no periódico Social Problems."Os adolescentes de hoje são altamente ambiciosos e cada vez menos realistas", diz Reynolds. "Alguns jovens se beneficiam da ambição ampliada, mas isso pode levar a desapontamento e derrotismo, em vez de otimismo e sucesso".O trabalho mostra que os formandos de 2000 têm muito mais ambição que os de 1976, com 50% planejando continuar a estudar depois de concluir a faculdade e 63% planejando ter uma ocupação de nível superior - médico, advogado, professor, engenheiro - até os 30 anos. Em 1976, apenas 26% queriam pós-graduação, e 41%, um emprego de nível superior.No entanto, a proporção de formandos do segundo grau que realmente chegaram a ter uma pós-graduação entre as idades de 25 e 30 anos manteve-se estável, o que indica que só as expectativas mudaram, não as conquistas.

Agencia Estado,

28 de agosto de 2006 | 17h39

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