Excluídos do Ciência sem Fronteiras organizam manifestação no Canadá

Estudantes reclamam que, caso o cronograma para a realização do exame de proficiência fosse cumprido, eles teriam condições de passar

O Estado de S. Paulo

09 Abril 2014 | 16h53

Estudantes que fazem parte do grupo de bolsistas do Ciência sem Fronteiras que foram excluídos do programa

estão preparando uma manifestação no Canadá. O grupo quer se reunir na quinta-feira, dia 10, ao meio dia em frente ao City Hall, em Toronto.

Conforme o Estado de S. Paulo revelou nesta quarta-feira, dia 9, o governo começou a convocar de volta ao Brasil bolsistas que nem sequer começaram a exercer atividade na universidade estrangeira. Pelo menos 110 bolsistas terão de retornar do Canadá e da Austrália - onde já estão desde setembro de 2013 - por não terem conseguido proficiência em inglês. Desse total, 80 está no Canadá. O número pode aumentar uma vez que outros alunos ainda devem passar pelo exame de fluência no inglês.

Os estudantes que foram avisados para voltar ao Brasil reclamam que, caso o cronograma oficial para a realização do exame de proficiência fosse cumprido, eles teriam condições de passar. Documento encaminhado aos estudantes no dia 27 de setembro de 2013 pela coordenação do programa no Canadá, por exemplo, diz expressamente que os exames de língua seriam realizados em março e abril, mas vários estudantes tiveram que fazer em janeiro. "Tive que fazer em janeiro o exame. Agora estamos preparados para fazê-lo", disse um bolsista que está no Canadá e pediu para não ser identificado.

Ontem, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC) que faz a gestão das bolsas, informou que as provas começaram a ser realizadas em fevereiro.

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