Ex-ministro assume Fundação da Educação de SP depois de afastamento de presidente

Barjas Negri substitui José Bernardo Ortiz, que estava afastado pela Justiça desde novembro por conta de denúncias de corrupção

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

05 Março 2013 | 12h08

O ex-ministro da Saúde Barjas Negri (que fez parte do governo FHC) vai assumir a presidência da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão ligado à Secretaria Estadual da Educação de São Paulo e que esteve recentemente no centro de denúncias de corrupção. O presidente anterior, José Bernardo Ortiz, estava afastado do cargo pela Justiça desde novembro do ano passado.

O Estado apurou que Negri deve ser empossado nesta quarta-feira, 6, em evento na secretaria de Educação.

Em novembro de 2012, o  Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o afastamento de José Bernardo Ortiz e o bloqueio de seus bens. Importante aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Vale do Paraíba, Ortiz é acusado de ato de improbidade e fraude à licitação na compra de 3,5 milhões de mochilas ao preço de R$ 34,9 milhões, em 2011.

O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14.ª Vara da Fazenda Pública da capital, acolhera ação civil do Ministério Público Estadual. Além de Ortiz, são citados na ação seu filho, José Bernardo Ortiz Junior, prefeito eleito de Taubaté (SP), e três empresas que teriam formado cartel para fraudar a concorrência: Capricórnio, Mercosul e Diana Paolucci.

Depois do afastamento, o secretário da Educação, Herman Voorwald, ficou à frente da fundação interinamente. Agora, Negri assume o órgão com orçamento de R$ 3 bilhões anuais.

Prefeito de Piracicaba até o ano passado, Negri está atualmente no comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba e Jaguari, ligado ao governo estadual. No governo federal, o político assumiu o Ministério da Saúde do governo de Fernando Henrique Cardoso no lugar de José Serra. Sua gestão ficou marcada pelo escândalo dos Sanguessugas, um esquema de venda superfaturada de ambulâncias a prefeituras descoberto apenas em 2006.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.