Evitando tragédias

Em 2004, a meteorologista Maria Laura Guimarães Rodrigues teve de convencer colegas de que o fenômeno Catarina era um furacão, não um ciclone

Carolina Stanisci, Especial para o Estadão.edu

23 Fevereiro 2010 | 00h13

A gaúcha Maria Laura Guimarães Rodrigues, de 45 anos, formou-se numa das primeiras turmas de Meteorologia da Federal de Pelotas, na década de 80. Hoje, coordena o setor de Meteorologia da Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), onde já enfrentou desafios complicados.   Em 2004, Maria Laura teve de convencer colegas de outros centros de previsão de que o fenômeno Catarina, que provocou tempestades no Estado, era um furacão, não um ciclone, muito mais comum na região. O que intrigou a equipe dela foi a trajetória do Catarina, que veio do oceano em direção ao continente – rota inversa à dos ciclones. "Nós ficamos monitorando noite e dia."   Saiba mais:  Sob chuva e (muita) pressão  Onde estudar meteorologia  Física aplicada   Seu maior orgulho foi ter conseguido dar o alerta a tempo: "Tivemos só uma morte em terra, de uma pessoa que não obedeceu à Defesa Civil." Em 2008, a equipe monitorou novamente as chuvas que devastaram Santa Catarina. Ela lamenta que, apesar do trabalho da Epagri, tenha havido mortes. "Conseguimos divulgar. Houve pessoas que saíram de casa, mas muitas não quiseram."   A meteorologista aposta, no futuro, em uma interação maior entre os profissionais de sua área e especialistas em geologia e hidrologia, que podem ajudar a apontar quando haverá deslizamentos de morros e transbordamento de rios.

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