EUA ficam para trás na formação de cientistas

Os Estados Unidos correm o risco de ficar para trás nas áreas de ciência e tecnologia, por conta da crescente competição pelo talento estrangeiro, diz relatório da Fundação Nacional de Ciência americana. ?Por muitos anos, temos nos beneficiado de uma competição mínima no mercado de trabalho internacional de ciência e engenharia, mas alternativas atraentes e competitivas agora se espalham pelo mundo?, disse o presidente da fundação, Warren Washington. O relatório, ?Indicadores de Ciência e Engenharia 2004?, diz que cientistas estrangeiros compuseram uma parcela cada vez maior da força de trabalho científica dos EUA ao longo dos anos 90. Imigrantes correspondiam a 38% dos assalariados com grau de doutorado em 2000, e 29% dos com mestrado. A fundação indica que os EUA correm o risco de perder os cientistas estrangeiros de que dependem para desempenhar funções de tecnologia por conta das regras confusas de imigração adotadas após os ataques de 11 de setembro de 2001 e do fato de mais países estarem desenvolvendo programas para segurar seus cidadãos com maior escolaridade.Os EUA também ficam para trás em termos de estudantes que se formam em cursos superiores de ciência e engenharia, segundo o estudo. Vinte e quatro países tiveram um porcentual superior ao dos Estados Unidos em termos de estudantes graduados nessas áreas. Os EUA concederam 5,7 graduações em ciência e tecnologia para cada grupo de 100 jovens com até 24 anos. Em comparação, a Finlândia, com o maior índice, concedeu 13,7.

Agencia Estado,

05 de maio de 2004 | 18h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.