EUA aprovam uso do fator racial na universidade pública

A Suprema Corte dos EUA julgou a favor de permitir que as universidades norte-americanas dêem alguma preferência ao fator racial no processo seletivo dos alunos, estabelecendo que os EUA dependem em parte de líderes educados e que respeitem e entendam a diversidade étnica, mas indicou que a raça não deve ser o único fator de elegibilidade.Segundo a juíza Sandra Day O´Connor, "a difusão do conhecimento e oportunidade através de instituições públicas de educação superior deve ser acessível a todos os indivíduos à margem de sua raça ou grupo étnico."Em duas decisões divididas, o tribunal máximo destacou que é inconstitucional o uso de cotas raciais mas deixou espaço para que as universidades públicas do país - e por consequências outras instituições públicas e privadas - procurem formas de levar o fator racial em conta.O presidente George W. Bush elogiou a decisão: "Aplaudo a Suprema Corte por reconhecer o valor da diversidade racial nas casas de estudo de nossa nação. A diversidade é um dos maiores valores dos Estados Unidos. As decisões emitidas hoje procuram balancear a finalidade da diversidade educativa com o princípio do tratamento equitativo segundo a lei. Meu governo continuará promovendo políticas que ampliem a oportunidade educativa de toso os norte-americanos sem importar sua origem racial, etnica ou econômica", afirmou o presidente em declaração oficial.

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