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'Ética está em tudo o que fazemos', defende Saad Hossne

Considerado pai da bioética no Brasil, William Saad Hossne justifica apresentar área do conhecimento a alunos de ensino médio

Entrevista com

Juliana Domingos de Lima, Especial para O Estado de S. Paulo

18 Maio 2015 | 17h23


Não é preciso ser bioeticista para saber da importância da ética. É o que o fundador da Sociedade Brasileira de Bioética, William Saad Hossne, quer que seus ouvintes percebam na palestra Bioética - Quem Sois, que ele comanda no dia 29, na 18.ª Feira do Estudante - Expo Ciee, em São Paulo. "Meu objetivo não é necessariamente transformar alguém em bioeticista, mas fazer perceber que a ética está em tudo o que fazemos."

Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), Hossne ajudou a criar a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Pioneiro na discussão sobre bioética no Brasil, coordena a pós-graduação em Bioética no Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. 

O debate sobre a bioética pode contribuir para jovens que querem fazer carreira em biológicas?

A experiência positiva que tenho tido na pós-graduação mostra que é preciso introduzir o tema em todo ambiente em que for possível. O termo "bioética" é um neologismo, popularizado na década de 70. Carrega um profundo significado, no sentido de juntar a tecnociência e as ciências humanas.

Os médicos se envolvem pouco na militância pela bioética?

O envolvimento com a bioética tem aumentado por causa da complexidade das questões que surgem e no avanço dos conhecimentos, na interação com a sociedade.

É  importante que futuros médicos levantem essa bandeira?

O objetivo da minha palestra é despertar e mobilizar o componente ético de cada um. Quando a pessoa percebe que tem uma responsabilidade ética no que faz, percebe a importância da sua atividade e do resgate de valores ao cuidar dos outros. Meu objetivo não é necessariamente transformar alguém em bioeticista, mas fazer perceber que a ética está em tudo o que fazemos.

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