Objetivo/Divulgação
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Estudo intensivo na reta final para o Enem

Ainda dá tempo de traçar uma estratégia para encarar o Exame Nacional do Ensino Médio; veja dicas de professores

Luiza Pollo - Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2016 | 08h35

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abrange conteúdos dos últimos três anos da formação do estudante. Como a prova serve também para entrar nas universidades, não são apenas os alunos da terceira série do ensino médio que se inscrevem. Enquanto esses ainda estão aprendendo coisas novas até o fim do ano, outros já passaram pelo cursinho e precisam apenas revisar o conteúdo. Nos dois casos, a reta final exige disciplina e um plano de estudos.

A apenas um mês do Enem, não dá mais tempo de revisar tudo o que foi aprendido durante o ensino médio. No entanto, podem ajudar a minimizar erros entender quais são seus pontos fracos e, depois, traçar uma estratégia de estudo para a reta final. “Agora é hora de aprender como fazer uma boa prova”, defende Alessandra Venturi, coordenadora da unidade Lapa do Cursinho da Poli.

Ela explica que, com isso, quer dizer que é preciso treinar para valer: refazer provas anteriores e vários simulados, sempre agindo como se fosse o exame definitivo. Isso inclui cronometrar o tempo e respeitar a divisão da prova em dois dias.

Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora pedagógica do Colégio Objetivo, defende essa mesma ideia. “A primeira coisa que o aluno tem de treinar é tempo."

Quem for fazer o simulado em casa precisa resistir a qualquer distração. “O poder de concentração durante a prova é muito importante. Você vai estar num lugar que não é o seu habitual. O ambiente é desconhecido, a carteira não é a mesma. São vários fatores que podem tirar a atenção do estudante”, afirma Vera Lúcia. Ao simular as condições reais do dia da prova, as coordenadoras explicam que o aluno vai perceber quais são os pontos em que ainda tem dificuldade.

No relógio. Se o problema for o tempo, Alessandra sugere treinar com um cronômetro a resolução de cada questão. “Comece com cinco minutos e tente diminuir para quatro, três, até chegar a dois.”

Outro ponto essencial para o aluno compreender é o estilo da prova. “No Enem, uma alternativa verdadeira não é necessariamente a correta”, diz a coordenadora do Objetivo. Isso ocorre porque o exame preza por leitura e interpretação, então é preciso ficar atento ao enunciado, que muitas vezes é longo. A coordenadora sugere que o aluno sublinhe a pergunta para diminuir as chances de errar por falta de atenção.

Pontos fracos. O simulado também pode ajudar a perceber que matérias merecem revisão mais cuidadosa no último mês. Eric Salge, de 17 anos, aluno do 3.º ano do Objetivo Integrado, sabe bem disso. “Na reta final, quando batem o desespero e o cansaço, faço muitos simulados. Isso me ajuda a identificar as áreas que preciso aparar”, conta o estudante que quer fazer Medicina em uma universidade pública.

Ambas as coordenadoras defendem que o foco dos estudos seja nos pontos fracos. “Não temos todo o tempo do mundo, mas ainda é uma época bacana para estudar”, defende Alessandra, do Cursinho da Poli. Ela explica que, ainda mais importante do que testar o conhecimento com simulados, é o que o aluno faz depois. “É preciso identificar o que ele errou e, principalmente, por que errou.”

Depois disso, a ideia é focar o estudo nesses pontos, fazer exercícios e tirar dúvidas com professores. Beatriz Aires Lopes, de 17 anos, segue esses conselhos. Ela é aluna do Cursinho da Poli e quer fazer Relações Internacionais em uma universidade pública. “Tenho mais dificuldade em Ciências Exatas. Passo o dia todo estudando no cursinho para não me desconcentrar e colo post-its pela casa com as fórmulas.”

Pontos fortes. Anna Rafaela Borges, de 17 anos, está no 3º ano do Objetivo Integrado e quer cursar Medicina em universidade pública. Como tem mais facilidade em Biologia, ela segue o conselho dos professores e foca nas áreas com as quais tem menos afinidade. “Mas continuo estudando. Em vez de correr atrás do conteúdo de Biologia, agora foco apenas em exercícios.”

É o que aconselha Alessandra, do Cursinho da Poli. “Nas matérias que o aluno domina, é hora de treinar o tempo de resolver as questões.” Assim, no momento da prova, podem sobrar alguns minutinhos extras para aqueles conteúdos que o estudante acha mais complicados.

Anote na agenda

Data:

5/11/16: Provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias – duração: 4h30.

Cada prova objetiva tem 45 questões de múltipla escolha

6/11/16: Provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias – duração: 5h30.

Cada prova objetiva tem 45 questões de múltipla escolha, mais a redação

Horário:

Em todo o Brasil, os portões fecham às 13 horas (horário de Brasília). Recomenda-se que os candidatos cheguem ao local de prova até o meio-dia. A aplicação das provas começa às 13h30. O candidato só pode deixar o local do exame após duas horas do início das provas. O caderno de questões só pode ser levado nos últimos 30 minutos antes do término das provas.

Local:

Está no cartão de confirmação da inscrição, disponível em enem.inep.gov.br/participante

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