Estudantes vão discutir ensino de Direito no País

Encontro visa a mapear boas experiências em diferentes faculdades na visão dos alunos

Carlos Lordelo, do Estadão.edu,

10 Maio 2012 | 21h43

A Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo sediará um encontro organizado por estudantes para discutir os desafios do ensino jurídico no País. Na pauta do evento estão metodologias de ensino e avaliação, a criação de novas disciplinas na graduação e também o uso de redes sociais como ambiente de ensino-aprendizagem.

 

A iniciativa do encontro partiu de alunos e ex-alunos da pós-graduação em Direito e Desenvolvimento da FGV. Segundo Alexandre Pacheco, mestre e agora pesquisador da instituição, o objetivo é colocar os estudantes como protagonistas do debate. "O aluno é quase um objeto do professor na verificação de diferentes metodologias. Queremos tirá-los dessa condição e fazê-los dizer o que funciona ou não."

 

Estudantes de todo o País podem enviar relatos sobre seus cursos, por escrito ou em vídeo, até dia 17 de maio. O endereço eletrônico para correspondência é ensinododireito@fgv.br. As especificações e os critérios de seleção estão disponíveis no site www.fgv.br/direitogv.

 

Os depoimentos serão o ponto de partida para as discussões em cada grupo de trabalho, que terá a participação de professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós. O evento está marcado para dia 1.º de junho.

 

Alexandre diz que já chegaram relatos de alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA). "Os estudantes de lá têm demandas diferentes de quem faz o curso na GV, embora as faculdades se pareçam num aspecto fundamental, o número de alunos por sala de aula", afirma. Na Direito-GV cada turma tem no máximo 50 pessoas.

 

A UFPA é uma das parceiras do projeto, assim como a FGV Direito Rio e as Faculdades de Direito da Universidade São Judas Tadeu e dos Centro Universitários FIEO e de Brasilia (Uniceub).

 

"Já o pessoal da São Judas também é diferente do aluno da GV ou do Pará. Eles são de uma classe mais baixa e muitos nem querem se tornar advogados", afirma Alexandre. "Nossa meta é encontrar o que os estudantes de diferentes faculdades têm em comum, em termos de boas experiências, e levar isso para o conhecimento dos professores."

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