Reprodução
Reprodução

Estudantes saem algemados de escola ocupada no Tocantins

MPE informou que a medida foi tomada para garantir a integridade física dos alunos

CÉLIA BRETAS TAHAN, Especial para O Estado

27 Outubro 2016 | 18h14
Atualizado 27 Outubro 2016 | 22h58

PALMAS - O promotor de Justiça Vilmar Ferreira de Oliveira, de Miracema, no Tocantins, convocou policiais civis e militares e, por conta própria, foi até o Centro de Ensino Médio Dona Filomena e determinou que eles retirassem de lá os estudantes que haviam tomado a escola. Dois dos alunos – um deles menor – saíram algemados do local, segundo o promotor, porque resistiram à sua ordem.

A conduta do promotor provocou a reação do procurador-geral de Justiça, Clenan Renault de Melo Pereira. Ao tomar conhecimento dos fatos, ele determinou que o caso seja investigado pela Corregedoria do Ministério Público Estadual.

 

 

Ao todo, cerca de 20 estudantes estavam no centro de ensino, parte deles da Universidade Federal do Tocantins (UFT). O colégio foi tomado em protesto contra a PEC 241, que congela os gastos públicos, e contra a medida provisória da reforma do ensino médio. Os estudantes foram levados para a delegacia da cidade e, à tarde, soltos, por ordem da Justiça. A Defensoria Pública acompanhou a liberação dos alunos. 

O promotor, que atua na área da Infância e Juventude, chamou os policiais e os acompanhou. Foi ele ainda quem mandou os policiais algemarem os estudantes. Segundo ele, “qualquer autoridade e até o Conselho Tutelar pode determinar a desocupação de escola”. O promotor alegou ainda que as algemas “visavam a garantir a integridade dos jovens”.

Oliveira disse que decidiu promover a desocupação da escola depois de ser informado que pessoas da UFT e com coletes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) comandavam a ação, mantinham servidores do colégio “em situação de cárcere privado” e ameaçavam a diretora. Em nota, a CUT negou ter responsabilidade na ocupação. A Secretaria da Segurança não se manifestou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.