Agência Brasil
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Polícia Federal vai investigar supostas mudanças de senhas no Sisu, diz MEC

Nas redes sociais, estudantes relataram violação de dados no sistema que dá acesso às universidades públicas do País

O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2017 | 19h53
Atualizado 31 Janeiro 2017 | 22h48

A Polícia Federal (PF) vai investigar a suposta ação de hackers que teriam invadido o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e alterado dados de inscrição de candidatos. Nas redes sociais, estudantes têm relatado nesta semana que suas senhas haviam sido roubadas e suas opções por cursos, alteradas. 

As inscrições para o Sisu – plataforma digital do MEC em que alunos disputam vagas no ensino superior público de todo o País com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – se encerraram no domingo. Os resultados foram divulgados na segunda. 

Em nota, o Instituto de Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela prova, informou nesta terça-feira, 31, que não registrou indício de acesso indevido a informações de alunos cadastrados no sistema. Os dados de acesso à plataforma – data, hora, local e endereço do computador (IP) – de dois estudantes que se queixaram de problemas foram identificados pela pasta e encaminhados para a PF. 

Em um desses casos, uma jovem afirma ter tido a opção de graduação trocada, sem seu consentimento, pelo curso de Produção de Cachaça no Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais. O MEC disse ter registro só da inscrição para esse curso.

Ainda de acordo com o ministério, “todas as ações realizadas no sistema são gravadas em log (registro de eventos em um sistema de computação), de forma a possibilitar uma auditoria completa”. 

Ajustes. O episódio levou a uma onda de críticas à segurança do sistema. O MEC afirma que, em maio de 2016, assumiu o processo de realização do Enem em curso, iniciado pela gestão passada. Para o exame deste ano, a pasta promete aperfeiçoar a logística. 

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