Estudantes mantêm ocupações em campi da Uneb na Bahia

Eles cobram audiência com o governador do Estado para tentar resolver a carência de professores e de livros

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

20 de março de 2009 | 17h49

Os cerca de 2 mil alunos da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) que desde a segunda-feira, 16, ocupam quatro campi da instituição no interior do Estado decidiram, na manhã desta sexta-feira, 20, manter a manifestação. Eles cobram uma audiência com o governador do Estado, Jaques Wagner, com representantes do Ministério Público e da direção da universidade para tentar resolver, entre outros problemas, a carência de professores e de livros nas bibliotecas da instituição.

 

Na tarde desta sexta, 20, a Associação dos Docentes da Uneb divulgou nota oficial de apoio ao movimento, por representar "a luta de toda a comunidade que deseja a melhoria do ensino e da estrutura" da universidade. Estão sendo ocupados os campi de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Guanambi e Valença, municípios do centro-sul baiano.

 

A reitoria da instituição reconhece os problemas. "Há três anos existe um projeto para a ampliação do número de professores, que já foi analisado pela Secretaria da Administração e deve ser encaminhado para votação na Assembleia Legislativa nos próximos dias", afirma o reitor, Lourisvaldo Valentim. "Enquanto isso, estamos preparando um edital de convocação para seleção de 200 professores substitutos, para contratos de dois anos. É uma medida emergencial, mas acredito que será suficiente para que a instituição volte à normalidade."

 

De acordo com ele, também existe uma verba no orçamento estadual deste ano, de R$ 1,4 milhão, para a ampliação dos acervos das bibliotecas da instituição.

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