Estudantes invadem diretoria da Unifesp

Ocupação ocorre em Guarulhos; greve na segunda deve afetar o Hospital São Paulo

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2015 | 22h59

SÃO PAULO - Cerca de 25 estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) invadiram a diretoria acadêmica do câmpus de Guarulhos, no fim da tarde desta sexta-feira, 29. Dessa forma, eles retomaram uma greve que já durou 58 dias e estava suspensa havia uma semana. Além disso, uma paralisação de funcionários da Unifesp, a partir de segunda-feira, ainda deve atingir o atendimento do Hospital São Paulo.

Em nota pública, os alunos afirmaram que as respostas da reitoria são “insuficientes” em relação as reivindicações apresentadas. Eles pedem o retorno da chamada Ponte Orca, com ônibus gratuitos que levavam os alunos da Estação Carrão da Linha 3-Vermelha do Metrô até o câmpus. O serviço foi cortado no inicio do ano, sob alegação de que os alunos seriam beneficiados pelo passe livre estudantil, mas os estudantes relatam que 30% dos usuários não se encaixam no perfil do benefício.

A universidade, que tem R$ 7,5 milhões em dívidas, ainda promove cortes em diversos serviços, incluindo limpeza e segurança. Os funcionários já anunciaram greve em todas as áreas, incluindo o Hospital São Paulo, a partir de segunda-feira, mas prometem manter 30% do efetivo. Procurada, a Unifesp não se pronunciou nesta sexta.

Greve nacional. Uma assembleia de alunos na terça-feira definiu a volta da paralisação, em apoio à greve nacional de professores e funcionários técnico-administrativos, que já afeta 48 das 63 universidades federais do País. Eles protestam contra o corte orçamentário das instituições e pedem reajuste salarial de 27%. Na quinta-feira, 28, a paralisação afetava 38 instituições.

Do total de universidades afetadas, em 15 a greve é de professores e funcionários. Em três, apenas os docentes suspenderam as atividades. Nas outras 30 instituições a paralisação é apenas dos funcionários. A greve dos docentes foi aprovada em 18 universidades e a de funcionários, em 4. Nesta sexta, os sindicatos dessas instituições participaram dos protestos que ocorreram em todo o País contra o ajuste fiscal.

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