Estudantes fazem moda com banners de lona para combater desperdício
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Estudantes fazem moda com banners de lona para combater desperdício

Projeto desenvolvido por um grupo de estudantes do Colégio Visconde de Porto Seguro confecciona peças de roupa artesanais e sustentáveis

Colégio Visconde de Porto Seguro, Media Lab Estadão
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03 de outubro de 2019 | 16h31

Todos os anos, são dezenas de feiras, apresentações e eventos nos três Câmpus do Colégio Visconde de Porto Seguro. Em todas elas, são utilizados banners de lona para exposições ou apresentações de projetos desenvolvidos pelos alunos. Mas qual o destino desses materiais após esses eventos? Foi esse questionamento que levou as alunas Carolina de Melo Pompei, Isabel Lima Américo Couto, Gabriela Gardini do Vale, do 8° ano do Campus Panamby a desenvolver uma pesquisa sobre como é possível produzir moda com a reutilização de materiais.

Segundo Gabriela, a pesquisa realizada pelo grupo fez com que elas pensassem em uma solução para o reúso desses banners. “Além de serem muito caros, os banners gastam muito material – como a água – para serem produzidos, sendo que depois são descartados ou são armazenados, ficando sem uso. Então resolvemos recortá-los, fazer aventais e doar para escolas e creches que precisem”, explica.

Segundo José Manuel Ribeiro de Melo, coordenador dos Projetos de Empreendedorismo do Ensino Médio, uma das preocupações do modelo de ensino do colégio é dar significado para as disciplinas. “Dessa forma, desenvolvemos alunos conscientes e que têm a vontade de contribuir com mudanças no mundo”, explica.

Consumo consciente

Para se ter uma ideia do impacto que o consumo de produtos de vestuário tem para o planeta, segundo dados do movimento Fashion Revolution, atualmente as pessoas consomem 400% a mais de roupas do que há 20 anos. Somente nos Estados Unidos, 150 bilhões de itens de roupas são produzidos anualmente, mas os americanos jogam fora aproximadamente 14 milhões de toneladas de roupas por ano, mais de 36 kg por pessoa – a maior parte tendo como destino um aterro ou incinerador.

Dessa forma, o projeto serviu não só para dar um novo destino a esses materiais que antes seriam descartados, mas também trouxe uma nova consciência para as alunas. Isabel conta que, com esse projeto, começou a pensar em como pode reduzir seu consumo. “Eu sempre vejo no Instagram pessoas que têm mais de 10 tênis, por exemplo. Já achava isso muito ruim, mas agora vejo que não é algo sustentável. Hoje quero aprender como posso mudar meu estilo comprando menos coisas”, diz.

De olho no futuro

Gabriela, Carolina e Isabel não querem parar por aí e já pensam em novos projetos para o futuro. “Queremos fazer um evento aqui na escola para os alunos do 1° ao 3° ano do Fundamental 1. Nossa intenção é que eles escrevam mensagens e façam desenhos nos aventais antes de doarmos para as creches”, conta Carolina.

Além disso, o grupo também está trabalhando em um novo projeto para concorrer a uma vaga na Febrace – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da USP (POLI), que ocorrerá em março de 2020: um esmalte mais sustentável. “Já que no esmalte tem muitas substâncias que são cancerígenas e que poluem muito o meio ambiente, pensamos em usar beterraba e cenoura para colorir. E já começamos a fazer a nova pesquisa”, comemora Isabel.

 

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