Estudantes fazem ato contra merenda seca em Sorocaba

6 mil alunos vão receber biscoitos e barras de cereais; eles alegam que muitos fazem o período integral e vão 'passar fome' na escola

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 16h40

 SOROCABA - Estudantes de duas escolas técnicas mantidas pelo Centro Paula Souza, do governo estadual, realizaram uma passeata nesta terça-feira, 31, pelas principais avenidas de Sorocaba, interior de São Paulo, em protesto contra a suspensão da merenda tradicional. A partir de quarta-feira, 1º, os 6 mil alunos das Escolas Técnicas Estaduais Fernando Prestes e Rubens de Faria e Souza vão receber a chamada merenda seca, com biscoitos e barras de cereais. Eles alegam que muitos fazem o período integral e vão "passar fome" na escola.

Com faixas e cartazes, cerca de duzentos manifestantes marcharam pelas ruas do centro e interditaram a pista sentido bairro da Avenida Dom Aguirre, a principal da cidade. A caminhada seguiu até a Câmara Municipal. O protesto, o terceiro já realizado pelos estudantes, trouxe transtornos ao tráfego. O convênio pelo qual a prefeitura fornecia a merenda, no valor de R$ 8,3 milhões, foi considerado insustentável pela prefeitura, que devolveu a incumbência ao Estado.

Em nota, o Centro Paula Souza informou ter aberto processo de contratação de merendeiras, mas até que isso ocorra os alunos receberão merenda seca, que inclui bebidas lácteas, sucos, barras de cereais, bolinhos e biscoitos. Informou ainda que a situação é temporária. Na Câmara, os vereadores assinaram um documento pedindo à prefeitura que mantenha a merenda tradicional até que o Estado contrate merendeiras. O pedido ainda será analisado pelo prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB).

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