Cedê Silva/AE
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Estudantes e professores da PUC-SP encontram universidade fechada

Ato do reitor fechou o câmpus para impedir 'Festival da Cultura Canábica' nesta sexta

Cedê Silva, Especial para o Estadão.edu

16 Setembro 2011 | 09h10

Estudantes e professores da PUC-SP deram de cara com os portões fechados na manhã desta sexta-feira. Ato do reitor enviado por e-mail ao fim da tarde de quinta fechou o câmpus no bairro de Perdizes para impedir a realização do '1º Festival da Cultura Canábica', organizado pelo Facebook e marcado para acontecer à tarde. O texto da decisão foi também afixado à porta da universidade.

Ellen Araújo, estudante do 2º ano de Pedagogia, não checou o e-mail ontem. "Devem ter publicado em cima da hora", disse. "Vários outras pessoas encontraram a universidade fechada, vi inclusive professores". Para Ellen, não faz sentido "fechar uma universidade por causa de uma minoria". Ela disse que atrapalha o cronograma e reclamou que tudo foi fechado, até a biblioteca. "Se a festa era à tarde, não justifica perdermos aula de manhã, que acaba às 11h10. Estou muito indignada".

Professora e pesquisadora da Unicamp, Roberta Gurgel Azzi ia para uma reunião na PUC-SP às 8h. "O comunicado na porta me surpreendeu. É uma medida autoritária, restritiva e ineficaz", afirmou.

Eduardo Machado tem 20 anos e cursa o 2º ano de Administração. Ia fazer uma prova de Direito do Trabalho no segundo horário. "Se não queriam que essa atividade ocorresse, não deviam fechar tudo", disse. Seu veterano Álvaro Petroni, de 22 anos, disse ter e-mail aberto "24 horas no celular" e não ter recebido nenhuma notificação. "Se você examinar o lado da universidade, é uma medida dura, mas faculdade não é lugar de bagunça", considerou Álvaro. "Só que é ruim pra gente, porque acordamos cedo, temos de trabalhar depois e não estávamos preparados para encontrar a universidade fechada". Segundo Álvaro, "para chegar a este ponto, a faculdade deu liberdade para os alunos que fazem esse tipo de movimento. Então o único jeito de contê-los foi  fechar tudo".

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