FRANKLIN DE FREITAS
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Estudantes do Paraná ocupam Núcleo de Educação em Curitiba

Alunos deixaram 116 colégios desde sexta, mas realização do Enem nos espaços tomados ainda está indefinida

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

31 Outubro 2016 | 17h44

CURITIBA - Enquanto alguns colégios eram liberados pelos estudantes no Paraná, um grupo de alunos ocupou na manhã desta segunda-feira, 31, o Núcleo Regional de Educação, em Curitiba. O número de ocupações caiu de 431 na sexta para 315 até as 15 horas desta segunda, mas a realização das provas do Enem nos dias 5 e 6 de novembro, nas instituições tomadas, ainda depende do cumprimento total das desocupações previstas para esta segunda.

Uma reunião entre representantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela aplicação da provas, estudantes e o governo do Estado está marcada para a noite desta segunda-feira a fim de solucionar o impasse. Os estudantes haviam proposto uma alteração dos locais do Enem, mas o Ministério da Educação(MEC) descartou essa possibilidade. Há uma semana, dos 682 locais receberiam as provas, 145 deles estavam ocupados.



Cerca de 100 estudantes, segundo o Movimento Ocupa Paraná - e 45, segundo a PM - ocuparam nesta manhã o Núcleo Regional de Educação em Curitiba. A Polícia Militar foi chamada e, segundo o tenente Zanatta, a ocupação ocorreu de forma pacífica. "Estamos aqui para garantir a integridade física e pedimos que nada seja depredado, além disso, não vamos permitir que ocorram questões pontuais de  grupos antagônicos, para isso reforçamos o policiamento na região", comentou.

Como o Núcleo compartilha o mesmo prédio da Paraná Previdência, estudantes e policiais concordaram em permitir a entrada dos contribuintes que precisassem resolver questões no local. "Depois das 22 horas não serão permitidas entradas de pessoas para que seja garantida a segurança", afirmou.

A ação, segundo os estudantes, foi uma resposta às desocupações dos colégios e também um ato contra a PEC 241, que prevê congelamento de gastos na Educação, e a medida provisória do ensino médio, que altera a grade curricular da etapa. 

Greve. Os educadores do Paraná decidiram em assembleia encerrar a greve da categoria. Segundo publicação do sindicato, há um estado permanente de greve. O movimento ocorreu por causa da emenda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que retira o reajuste dos servidores públicos previsto para janeiro de 2017.  

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