Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Estudantes de SP fazem ato em 'defesa da educação'

Entre as pautas, os jovens pediam punição dos envolvidos em esquema de desvio de merenda e se manifestaram contra o projeto Escola sem Partido

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2016 | 16h31
Atualizado 11 Agosto 2016 | 16h46

SÃO PAULO - Os estudantes da rede estadual de ensino de São Paulo realizaram nesta quinta-feira, 11, um protesto em "defesa da educação". Em uma caminhada pacífica que começou na Avenida Paulista e seguiu até a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), os manifestantes pediam a punição aos envolvidos no esquema de desvios de verba da merenda no Estado e o fim dos cortes na educação. 

Eles também são contrários ao governo interino de Michel Temer e reivindicam novas eleições presidenciais. O protesto, que teve início às 8h, foi convocado por entidades estudantis, como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a entidade estadual (UPES), e a municipal (UMES). Segundo os próprios estudantes, o protesto reuniu cerca de 1,5 mil pessoas. 

"As reivindicações referentes ao cenário nacional político são importantíssimas para o movimento estudantil. Porque o governo interino aumentou os cortes na educação", disse Henrique Domingues, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) das Fatecs (Faculdades de Tecnologia de São Paulo). 

Os estudantes também protestaram contra os projetos de lei que tramitam no legislativo de Estados e Municípios sobre o "Escola sem Partido", que veda o ensino de "conteúdo que possa estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais e responsáveis".

"Na realidade, esse projeto não é para uma escola sem partido, mas para uma escola de partido único. Se aprovado, esse projeto vai trazer um retrocesso, vai acabar com a democracia nas escolas, acabar com os grêmios estudantis e o pensamento livre. Os estudantes não vão deixar essa proposta passar", disse Domingues. 

Os estudantes, que se autodenominam "autonomistas", ou seja, que não fazem parte dos movimentos estudantis, marcaram também para esta quinta um protesto na Praça Roosevelt, na região central da capital. O ato estava programado para 15h. 

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