Estudantes de escolas ocupadas recebem apoio de voluntários

'Rede de guardiões' foi criada para situações de ameaça, como uma desocupação à força; há também 'doação' de aulas

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2015 | 22h12

As ocupações dos estudantes nas escolas estaduais de São Paulo contra a reorganização escolar receberam nos últimos dias o apoio de grupos voluntários. Depois de uma ação nas redes sociais para “doação” de aulas, montou-se nesta terça-feira, 24, um dispositivo para reunir “guardiões” para as escolas.

Esse dispositivo foi desenvolvido pela ONG Rede Minha Sampa, com o objetivo de criar uma rede de voluntários que possam ser mobilizados pelos alunos de escolas ocupadas em situações de ameaça, como uma desocupação à força. “Nós queríamos dar uma contribuição para esses alunos, sem interferir no debate político. A gente acha que a reorganização tem pontos muito polêmicos e desafiadores que não foram debatidos com a sociedade. Mas o que mais nos preocupa é a presença da PM nessas escolas”, diz Ana Lívia Arida, diretora executiva da rede. Em menos de um dia, a “rede de guardiões” recebeu mais de 1,3 mil inscritos. “Estamos em contato diário com os alunos das ocupações e nos relatam apreensão e medo de represálias. Precisamos apoiá-los.”

Aulas. O grupo Hub Livre conseguiu reunir mais de 2 mil aulas doadas para as escolas ocupadas. Os temas vão desde ciência política e educação sexual até dívida pública.

Já o escritório Pinhão e Koiffman Advogados, na Vila Olímpia, zona sul da cidade, liberou seus profissionais para participarem mesmo no horário comercial de aulas nas escolas ocupadas. A iniciativa partiu da advogada Mariana Veiga, de 30 anos, que coordena a área de comunicação do escritório.

“Eu me interessei em falar de direito do consumidor em algumas das escolas por admirar o que está acontecendo. Como o escritório se envolve em outras ações sociais, ofereci a opção para outros colegas”, diz Mariana.

Mais conteúdo sobre:
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.