Estudantes da USP foram agredidos pela PM durante a prisão, diz advogado

Os dois alunos detidos nunca teriam entrado na ocupação da reitoria; Polícia Militar disse que queixas devem ser levadas à Corregedoria

Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2013 | 10h07

O advogado dos estudantes presos nessa terça-feira, 12, durante a reintegração de posse da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) afirmou que os jovens sofreram agressões da Polícia Militar no momento da prisão. Os estudantes João Vítor Gonzaga Campos, de 27 anos, e Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, de 23 anos, foram presos pela Tropa de Choque da Polícia Militar na Cidade Universitária, encaminhados ao 93º DP (Jaguaré) e depois levados ao 91º DP (Ceasa), onde continuam detidos.

O advogado Felipe Vono, que defende os estudantes, disse que os dois rapazes foram abordados na rua paralela à rua da reitoria, nunca entraram no prédio ocupado e se conheceram naquele dia. "Eles levaram chutes na canela, tiveram os braços atados e foram jogados contra a parede no momento da abordagem. Depois, foram colocados em um ônibus da PM, ficaram deitados no chão e levaram socos no estômago toda vez que perguntavam por que estavam sendo presos."

Procurada pelo 'Estado',  a Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que as queixas dos dois estudantes detidos podem ser levadas ao Plantão da Corregedoria da PM.

Soltura. O advogado dos dois jovens presos afirmou também que entrou com pedido de soltura e que a Justiça deve analisar a solicitação nesta quarta-feira, 13.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.