EFE/Mario Ruiz
EFE/Mario Ruiz

Estudantes chilenos voltam às ruas e enfrentam polícia

Há cinco meses jovens promovem greves para exigir reforma da educação

EFE e Ansa

29 Setembro 2011 | 14h48

  SANTIAGO - Milhares de estudantes e manifestantes saíram hoje às ruas de cidades chilenas na 36.ª marcha pela reforma do ensino público no país. A manifestação, promovida dois dias após o movimento estudantil concordar com o retomada do diálogo com o governo, terminou em confronto com a polícia em Santiago. As greves e protestos contra o sistema educacional se repetem há cinco meses.

A manfestação na capital chilena reuniu cerca de 90 mil pessoas. O protesto foi pacífico até perto do encerramento, quando parte dos estudantes tentou seguir para o Parque O'Higgins. O local foi o ponto de dispersão das marchas anteriores, mas desta vez as autoridades proibiram o acesso ao parque. 

Policiais dispersaram os manifestantes com jatos de água e gas lacrimogêneo. Houve choques com jovens encapuzados, que atiraram pedras e bombas de tinta.

 

Para a líder estudantil Camila Vallejo, a polícia agiu de forma truculenta. "É o cúmulo que tenham nos reprimido dessa forma. A polícia deveria ter ajudado a guiar os estudantes que seguiram pelo caminho errado."

 

A marcha foi convocada pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech), presidida por Camila. Ela disse que o objetivo da entidade é mostrar força às vésperas da votação da Lei do Orçamento.

Ela acrescentou que espera que o Executivo não insista em colocar como condição para o diálogo a volta às aulas.

De acordo com o jornal chileno La Tercera, nesta manhã, o ministro da Educação, Felipe Bulnes, esteve reunido com reitores das universidades do país para tratar sobre o retorno às atividades escolares.

A greve estudantil tem 89% de apoio da população, enquanto Piñera registra apenas 22% de aprovação, o menor nível de um chefe de governo desde a redemocratização do Chile.

* Notícia atualizada às 17h03

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