Estudantes chilenos vão denunciar 'torturas' a corte de direitos humanos

Segundo os dirigentes universitários, polícia adota 'violência indiscriminada' na repressão a protestos

Ansa

23 Outubro 2011 | 18h16

SANTIAGO - A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) resolveu recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar "abusos e torturas" por parte dos carabineiros (policiais militares) contra os manifestantes que têm protestado por uma educação melhor no país.

Os dirigentes universitários se reuniram na Universidade de Los Lagos, em Osorno, a 900 quilômetros ao sul de Santiago, e discutiram a "violência indiscriminada" que a polícia adotou com relação aos estudantes, com ocorrências que, segundo eles, podem ser classificadas como "tortura".

O presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica do Chile (Feuc), Giorgio Jackson, afirmou à Rádio Cooperativa que "os diferentes casos vão ser apresentados em 28 de outubro nos Estados Unidos, em Washington".

O estudante de Música Gonzalo Aléxis Espinoza enviou à Rádio Bío Bío imagens de queimaduras sofridas por ele quando efetivos de forças especiais dos Carabineiros lançaram um jato de água quente em seu rosto durante a desocupação da Universidade de Valaraíso.

No dia da ação policial, Espinoza foi detido, levado à delegacia e liberado apenas no dia seguinte. Ele ficou com queimaduras de segundo grau na face e no peito, segundo diagnóstico do departamento de Urgência do Hospital Carlos Van Buren, de Valparaíso.

Este e outros casos serão relatados à CIDH, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA).

O objetivo da reunião dos dirigentes estudantis também foi analisar o giro pela Europa que alguns fizeram recentemente, que incluiu um encontro com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Eles também devem pensar nos próximos passos do movimento estudantil chileno.

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