HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
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Vestibulando que não decidiu carreira optará após nota no Enem

Estratégia é possível desde 2009, quando foi criado o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona alunos para as universidades federais

Fabio Mazzitelli, Especial para o Estado

23 Outubro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Na dúvida de que carreira seguir, Iury de Sá Martins, de 17 anos, aluno do 3.º ano do ensino médio do Colégio Equipe, em Higienópolis, escolheu não escolher. E vai realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) “às cegas”, sem ter definido o curso que pretende fazer.

“Sempre pensei em muita coisa diferente. Resolvi dar uma pausa e só decidir na hora”, explica o estudante, que não se inscreveu em outras provas. “Vou fazer o Enem com a ideia de passar em uma federal e escolher o curso baseado na nota e no que eu estiver gostando.”

Essa possibilidade foi aberta com o novo Enem, que desde a edição de 2009 seleciona alunos para instituições públicas federais por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A nota final dos participantes é disposta no sistema ao mesmo tempo e, durante um período, os estudantes fazem a escolha do curso, de acordo com a pontuação obtida.

No decorrer do processo, o aluno pode consultar a sua posição na classificação do curso e da instituição escolhidos e, se perceber que não conseguirá a vaga, tem a chance de mudar os dois. O processo é dinâmico, e o participante pode fazer simulações até que encontre uma carreira na qual possa ser aprovado.

Em 2014, o estudante do Equipe fez o Enem e, com a nota obtida (mais de 600 pontos), percebeu que passaria em alguns cursos. Na expectativa de superar a performance anterior, ele acredita que vá escolher alguma carreira na área de Humanas. “Vários alunos na sala estranharam (quando contou o que pretendia). Tem gente que nem sabia que no Enem era assim. Mas, depois, alguns até adotaram o método”, conta. “De repente, tem um curso que você pode gostar e aparece uma chance de entrar (via Enem) que não teria em outro vestibular.”

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