Divulgação
Divulgação

Estudante cria 'robô-avatar' controlado a distância

Jovem quer que pacientes hospitalizados possam interagir com familiares em ambientes externos

Estadão.edu,

06 Fevereiro 2013 | 20h06

O estudante carioca Rayllonn Barbosa, de 16 anos, sentiu falta de um tio que estava hospitalizado e não pôde participar de um encontro familiar no início do ano passado. Ele então teve a ideia de construir um robô controlado a distância que funciona como um "avatar". O equipamento demorou 6 meses para ficar pronto. Tem cerca de 2 metros de altura e vem com monitor, alto-falantes, microfone e câmeras para que o operador possa interagir com as pessoas por voz e vídeo.

 

O robô ganhou o nome de Droidnet. Ele foi construído com aço, papelão e plástico. Leva duas baterias automotivas, placa-mãe e sistemas de controles de movimentos, além de modem 3G, roteador e antena wi-fi para captar sinal de internet.

 

O Droidnet é operado pela web. Rayllonn instalou dois softwares em um laptop e desenvolveu um site para controlar os movimentos do robô. "A webcam e o microfone do laptop são ativados. Sua imagem aparece no monitor e o som sai das caixinhas de som do robô", explica o estudante, que está no 3.º ano do ensino médio integrado ao técnico de mecatrônica da Escola Técnica Rezende-Rammel (ETRR), no Rio de Janeiro.

 

O robô se movimenta em todas as direções e gira em torno do próprio eixo. Sobe e desce rampas, mas não escadas, porque tem esteiras na base. "Lógico que uma pessoa normal não tem 2 metros, mas quis fazer mais alto para o controlador ter uma visão melhor", diz Rayllonn. Ele agora trabalha na construção de um robô menor, de 20 centímetros, para mostrar que o sistema de controle funciona independentemente do tamanho do equipamento.

 

O inventor procura agora uma família disposta a abrigar Droidnet para um dia de teste. O robô seria controlado por algum parente hospitalizado. "Conversei com médicos e eles dizem que uma pessoa hospitalizada melhora mais rápido se tiver contato com o mundo exterior e os familiares", conta o estudante.

 

O teste precisa ser feito até o início de março porque logo depois Rayllonn vai levar o robô para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em São Paulo. No ano passado ele já participou de outras duas feiras semelhantes, a Mostratec, no Rio Grande do Sul, e a Expotec, no Rio de Janeiro.

 

"Minha vontade é que alguém compre a ideia e fabrique o robô em série", diz o estudante, que pretende fazer vestibular para Engenharia Mecatrônica ou de Controle e Automação.

Mais conteúdo sobre:
Robô Ciências Ensino técnico

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.