Estudante acusa guarda da USP de agressão

Reitoria nega agressão e que diz que guarda foi chamada por conta de barulho no local

Carlos Lordelo, Estadão.edu

29 Abril 2010 | 19h19

A estudante A.D., de 25 anos, acusa um guarda da Universidade de São Paulo (USP) de agredi-la durante uma festa que ocorreu no dia 18 na sede da associação de moradores da USP, na Cidade Universitária. Segundo ela, o agente a empurrou e imobilizou seu braço. Outra aluna também teria recebido um soco no rosto.

De acordo com A.D., era madrugada quando dois guardas teriam invadido a festa no Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp). “Eles impediram umas meninas que estavam na festa de ir embora, obstruindo o corredor. Eu reclamei, e um deles me deu três empurrões e aplicou uma chave de braço”, diz A.D.

Nesse momento, afirma A.D., outra garota que estava na festa interveio, dizendo “aqui ninguém bate em mulher”. O mesmo agente que segurava A.D. pelo braço teria dado um tapa e um soco no rosto dessa estudante.

“O pessoal começou a fazer um escândalo, exigindo a retirada dos seguranças da festa, até que conseguimos expulsá-los”, conta A.D. Ela registrou boletim de ocorrência e fez exame de corpo de delito.

“Uma carta conjunta da associação de moradores, DCE, Adusp e Sintusp pediu à reitoria para apurar os fatos e punir os responsáveis. Estou esperando essa reunião para decidir se entro com processo contra a universidade.”

Em nota, a USP informou que os agentes da guarda universitária e funcionários da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) foram chamados pelos próprios moradores do Crusp, “por conta do barulho e da inconveniência decorrente do evento que ocorria no local”. O texto afirma que “não houve, por parte desses profissionais, nenhum tipo de agressão contra qualquer pessoa que participava da atividade comemorativa”.

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