Estrangeiras também têm procura maior por cursos sob medida

As escolas estrangeiras também sentiram o aumento da demanda pelos cursos in company, dentro e fora do País. O diretor de Programas de Alta Direção do Instituto de Empresa espanhol, Manuel Bermejo, apontou que nos últimos cinco anos esta modalidade de curso apresentou 15% de crescimento na entidade. Há alguns meses no Brasil, o IE atualmente prospecta seis empresas brasileiras.A diretora de MBAs do Iese Business School, Mireia Rius, informou que a maior parte dos programas é dada no campus de Barcelona e Madri, mas há cursos para empresas na China, África, Estados Unidos e América Latina, em parceria com a Harvard, Wharton e Universidade de Michigan. ?Geralmente, os estudos de casos constituem o eixo principal dos programas, introduzindo o professorado e os clientes em um processo interativo de análises e debates.?A diretora do MBA executivo internacional para o Brasil da University of Pittisburgh, Anne Nemer, reforçou a disseminação do sistema in company no País. O instituto que opera há cinco anos no Brasil, agora começará uma edição para 30 funcionários da farmacêutica Roche.Menos alunos regularesO diretor de Relações Exteriores da Escuela de Administración de Empresas (EAE), Miguel Moran Sardina, afirmou que os cursos in company tiveram um bom desenvolvimento neste ano, em detrimento dos alunos regulares, tendo em vista que 40% destes são estrangeiros, e foram afetados pela recessão econômica mundial. ?Nosso maior patrimônio são nossos antigos alunos que divulgam a escola?, disse.O executivo informou que a EAE atendeu 80 empresas com cursos in company, direcionados a certificação de qualidade em meio ambiente, processos administrativos e gestão de pessoas. Segundo ele, esta atividade respondeu por 35% do faturamento geral da entidade.O diretor de Desenvolvimento Internacional da espanhola Esade Business School, Jan Kingsley, destacou que os gerentes de Recursos Humanos estão mais preparados e apresentam demandas mais sofisticadas ao mesmo tempo que se sentem mais confortáveis de realizar as iniciativas dentro das companhias. ?Nos últimos três anos, diminuímos os alunos de cursos regulares, formando principalmente executivos de empresas espanholas ou de multinacionais presentes no país, sendo 70% de nossos ingressos resultantes do formato in company?, afirmou. leia também Empresa vai à escola com os cursos in company Aluno perde a vantagem do "networking"

Agencia Estado,

17 de novembro de 2003 | 16h36

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