Estágio compensa enquanto houver oportunidade de aprendizado

Agronomia e Economia são os setores que pagam melhor para os estagiários

Ricardo Zeef Berezin, Estadão.edu

22 Abril 2014 | 10h44

São muitos os motivos que levam o estudante universitário a procurar um estágio, seja para colocar em prática o que aprendeu em sala de aula, se inserir no mercado ou mesmo para receber a bolsa-auxílio. Há consenso sobre a importância do estágio como parte da formação profissional, mas não sobre o momento certo de dar esse passo.

Para Yolanda Brandão, coordenadora de treinamento externo do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), o ideal é que o aluno comece logo no segundo ano de faculdade. “Serve para ter a vivência do mercado do trabalho. Muitas vezes, o estudante tem uma visão muito romântica da carreira.”

Já Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Estágios, considera ideal esperar até a metade do curso. “Dessa forma, ele se dedica aos estudos e depois consegue uma oportunidade mais interessante, com responsabilidades menos elementares.”

Embora discordem sobre o hora certa para se começar um estágio, os dois especialistas concordam sobre o momento de mudar de empresa. “O estudante tem de avaliar o potencial que ela ainda tem de lhe oferecer conhecimento. Se não existe mais perspectiva de aprendizado ou de desenvolvimento de carreira, talvez seja a hora de sair”, diz Mavichian.

Yolanda complementa que, nos últimos semestres da graduação, o estagiário deve pesar também o histórico de efetivação da companhia. “A média de efetivação das empresas chega a 60% mas, em várias ocasiões, mesmo aquele que não continua, consegue se recolocar com a indicação de um antigo chefe.”

O advogado Bruno Mendonça de Azambuja, de 27 anos, por exemplo, conseguiu uma oportunidade no Arruda Alvim e Thereza Alvim Advocacia e ficou três anos e meio como estagiário. Acabou efetivado. “Sempre me ofereceram oportunidades de aprendizado e perspectiva de crescimento”, diz.

O estudante de Administração Henrique Celentano, de 21 anos, seguiu um caminho diferente e já está em sua quinta empresa, o Facebook. “Foram riscos que assumi. Os estágios pelos quais passei ainda tinham o que acrescentar, mas sempre pensei que o próximo teria ainda mais.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.