Estado quer duplicar bolsas do Escola da Família

Até o fim do ano o governo paulista pretende dobrar o número de universitários bolsistas do Programa Escola da Família. A intenção é que mais 25 mil alunos ofereçam atividades nas escolas estaduais abertas nos fins de semana.Por fazer esse trabalho eles têm a oportunidade de estudar gratuitamente em universidades particulares, já que 50% da bolsa (num limite máximo de R$ 267) é paga pela Secretaria Estadual de Educação e o restante quitado pela própria faculdade.A novidade nessas 25 mil novas bolsas é que não seriam financiadas parcialmente pelo governo. O secretário de Educação, Gabriel Chalita, disse que procura parcerias com a iniciativa privada para conseguir ampliar o número de bolsistas.Ele informou também que o Estado não conta com recursos porque já gastou R$ 184 milhões no primeiro ano de programa, conforme balanço que divulgou nesta quinta-feira. O secretário disse que já conversou com as 311 instituições que mantêm parcerias com o programa, oferecendo as bolsas em 2.265 cursos. Faculdades aceitaramO Escola da Família permite que cursem o ensino superior os vestibulandos carentes que não conseguiram vagas nas universidades públicas. ?As faculdades aceitaram dobrar as vagas e as negociações caminham bem com os empresários?, garantiu.O Escola da Família abre as portas das unidades escolares nos fins de semana transformando-as em centro de lazer, cultura e esportes para a comunidade. Chalita mostrou que a iniciativa foi bem aceita: as 5.306 escolas da rede receberam quase 52 milhões de participantes.Para organizar as atividades dirigidas aos 6 milhões de alunos e suas comunidades, o Escola da Família conta com uma grande equipe treinada para promover importantes ações de cidadania. Além dos bolsistas, são mais de 10 mil educadores profissionais e mais de 22 mil voluntários.

Agencia Estado,

12 de agosto de 2004 | 19h57

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