Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Estado de SP cria programa de contraturno escolar dentro de universidades

Educa SP propõe atividades em instituições de ensino superior; estudo indica que desempenho do ensino médio estadual está longe da meta

Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2019 | 03h00

SÃO PAULO - Como em colégios da rede privada, a conexão de alunos do ensino médio com o ambiente da universidade também é uma meta do governo do Estado de São Paulo, que lançou, em fevereiro, o programa Educa SP. A proposta é que estudantes tenham acesso a atividades complementares em instituições de ensino superior públicas ou privadas. Segundo o governador João Doria (PSDB), deverão ser oferecidos cursos com duração de 6 a 7 meses no contraturno. 

O desempenho de estudantes do ensino médio na rede estadual de São Paulo está longe da meta para a etapa. Estudo divulgado pela Secretaria de Estado da Educação, com base em dados do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar (Saresp), indica que quase metade dos jovens que estão concluindo o ensino médio em São Paulo tem desempenho abaixo do básico em Matemática

A etapa é considerada a mais crítica da educação básica em todo o Brasil. “Estamos longe das metas programadas e temos um abandono de jovens, que não terminam o ensino médio. E entre os que vão para o ensino superior muitos não sabem como escolher seu projeto de vida”, disse o secretário da Educação, Rossieli Soares, no lançamento do programa. “A universidade vai se aproximar mais dos futuros alunos e ocupar os espaços ociosos.”

Na segunda quinzena deste mês, serão assinados os contratos entre as escolas de ensino superior e a pasta. Já o período de inscrição dos alunos ocorrerá no mês de maio. A meta para este ano, segundo Rossieli, é alcançar 30 mil alunos. 

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