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Especializações em tecnologia são boas opções para engenheiros

Profissionais do ramo podem tomar parte da revolução digital como protagonistas

Alex Gomes e Ocimara Balmant, especiais para o Estado, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2020 | 20h59

Estar antenado ao mundo digital pode até ser um esforço para determinadas áreas da engenharia, como a civil. Mas outras se orgulham de não somente estarem adequadas ao mundo tecnológico como diretamente envolvidas na sua elaboração. As pós-graduações focadas em desenvolvimento de tecnologia são apropriadas para engenheiros e profissionais do ramo tomarem parte da revolução digital como protagonistas. 

Nas opções voltadas ao desenvolvimento de softwares e aplicativos há especializações com escopo amplo, como a de Engenharia de Software na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) que aborda temas como interação homem-computador, tecnologias de bancos de dados e arquitetura de aplicações para dispositivos móveis. Também são encontradas ofertas mais específicas, como a Especialização em Engenharia Digital e Tecnologia BIM, ofertada pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Nela, são trabalhadas as simulações digitais com alto grau de precisão de projetos de arquitetura e construção.

Já com foco na infraestrutura na qual as tecnologias de ponta se apoiam, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Teleinformática da Universidade Federal do Ceará (UFC) aborda linhas de pesquisa como sistemas ópticos e de micro-ondas, sistemas quânticos, redes de comunicações e processamento de sinais e imagens. A partir dessas diretrizes, os estudantes se debruçam em entender o que compõe a estrutura física de novas tecnologias, como componentes de fibras ópticas, sensores, circuitos ativos e redes de comunicação. Além disso, eles estudam temas de ponta como teoria quântica da informação, detecção de estados quânticos da luz e nanoeletrônica.

Presente. Tudo pode parecer longe da realidade da população, mas está bem perto. Com o novo normal imposto pela pandemia, um dos temas mais recorrentes em relação a tecnologias é o papel de força motora do trabalho remoto. E isso está implícito no programa da UFC. “A vantagem dos profissionais dos cursos ligados ao Departamento de Engenharia de Teleinformática é que a formação envolve disciplinas nas áreas de redes de computadores, telecomunicações, internet das coisas. A questão do uso e desenvolvimento de tecnologias que possibilitam o trabalho remoto é inerente ao cotidiano desses profissionais”, diz Guilherme de Alencar Barreto, coordenador do curso.

Sem contar que, em um futuro muito próximo, os engenheiros que trabalham com desenvolvimento de tecnologias terão um novo nicho para explorar e propor ferramentas e soluções: a rede 5G. Nela, o tráfego de dados poderá ocorrer em velocidades até 100 vezes maiores do que o atual padrão 4G aliado a benesses como redução de consumo de energia e aumento de aparelhos conectados por área. O assunto está na ordem do dia para os alunos da UFC.

“Já há vários trabalhos de conclusão de curso, além de teses e dissertações sobre o tema. Além disso, temos um grupo de pesquisa em telecomunicações sem fio, o Gtel, no qual trabalhamos em parceria com a multinacional Ericsson no desenvolvimento de vários projetos no âmbito da tecnologia 5G”, completa Barreto.

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