Especialistas discutem necessidade de mudança de mindset no ensino superior
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Especialistas discutem necessidade de mudança de mindset no ensino superior

Mudar a forma de pensar o ensino (e as próprias universidades) é o que propõe o 21º FNESP, que vai reunir, em São Paulo, alguns dos maiores especialistas mundiais no assunto

Semesp, Media Lab Estadão
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23 de setembro de 2019 | 11h34

Educação de qualidade é a chave para o progresso de qualquer nação. Durante dois dias neste mês de setembro, diversos especialistas em ensino superior estarão reunidos, em São Paulo, para debater os rumos das universidades nestes tempos de grande influência da tecnologia no dia a dia da sala de aula e, com isso, aperfeiçoar a oferta de cursos de graduação e pós-graduação no País. “A revolução 4.0 está à nossa porta, temos de utilizá-la”, resume Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, entidade que congrega mantenedoras de ensino superior do Brasil e que organiza a 21ª edição do FNESP, maior fórum de ensino superior da América Latina.

Com o tema Mudança de Mindset: uma nova forma de pensar a Educação, o encontro propõe ressignificar experiências e a percepção da realidade com o objetivo de abrir caminho para o aprendizado de novos conhecimentos, habilidades e saberes. Na sexta-feira (13), Capelato esteve com Adriano Mussa, diretor acadêmico e sócio da Saint Paul Escola de Negócios, num bate-papo na TV Estadão, antecipando alguns dos principais temas que serão apresentados no evento.

“Um robô jamais vai substituir o professor. Ao contrário, vai apenas se ocupar de tarefas repetitivas e liberar tempo para as tarefas humanas, como a reflexão sobre a prática”, afirmou Mussa. Segundo ele, muitas pessoas já vivem a realidade de estudar por toda a vida - o que, em inglês, é chamado de "lifelong learning". Mas, claro, não é possível fazer um curso regular atrás do outro (uma graduação, depois um mestrado, mais um MBA etc.). Os aprendizados se dão por temas mais pontuais, daí a vantagem de usar a tecnologia, pois ela permite personalizar as tarefas, tanto no que diz respeito à forma de estudar (para alguns, a leitura é mais eficaz; para outros, a troca de ideias ou a cocriação) quanto à melhor utilização dos métodos de ensino.

Experiências como essa permitem aos gestores das instituições de ensino superior oferecer modelos cada vez mais adequados às necessidades dos estudantes. “Sabendo que uns são mais tradicionais, outros gostam de inovação, muitos preferem trabalhar sozinhos e outros se dão melhor atuando coletivamente, a tecnologia nos ajuda a diversificar os cursos: abrir os currículos, disponibilizar diferentes trilhas para os alunos”, explica Rodrigo Capelato.

Não é nenhum segredo que os avanços tecnológicos têm mudado a forma como percebemos o mundo. Isso vale também para a gestão dos negócios de Educação. Até alguns anos atrás, o empresário definia seu modelo de atuação e buscava as soluções disponíveis para ajudá-lo. Hoje, é possível partir das inovações existentes para construir as próprias bases de operação. É consenso entre os especialistas, por exemplo, que a inteligência artificial já está num grau de desenvolvimento que permite sua utilização nas salas de aula. E que, em breve, outras ferramentas, como a realidade virtual ou a realidade mista, também passarão a ocupar espaço nas universidades.

O Brasil ainda tem muitas carências na Educação. No ensino superior, por exemplo, a questão do acesso precisa ser resolvida. Os indicadores oficiais apontam que apenas 18% dos brasileiros com idade entre 18 e 24 anos estão em alguma faculdade, o que é muito pouco - na Argentina, no Chile e na Colômbia esse número passa dos 30%. Mais uma vez, a tecnologia pode contribuir para mudar essa realidade para melhor (seja na oferta de cursos a distância, seja pela redução de custos numa economia de escala) e, com isso, acelerar o desenvolvimento do Brasil.

O 21º FNESP será realizado nos dias 26 e 27 de setembro, das 9 às 19 horas, no World Trade Center de São Paulo (Avenida das Nações Unidas, 12.551). Entre os palestrantes, estão Leandro Karnal (filósofo), Eric Mazur (Universidade Harvard), Luis Alcoforado (Universidade de Coimbra), Francisco Marmolejo (Banco Mundial), David Garza (Universidade Tecnológica de Monterey), Conrado Schlochauer (Teya), Angelica Naterra (Laspau), Bill Cummings (Universidade do Sul da Flórida) e Liz Reisberg (Boston College).

Para se inscrever, basta acessar o site www.semesp.org.br/fnesp/inscricoes/.

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