Especialistas debatem a educação na globalização

Debate mostrou que o Brasil não enfrenta sozinho o desafio de oferecer um ensino de qualidade

Bia Reis,

31 Outubro 2013 | 11h57

A sessão plenária do terceiro e último dia do World Innovation on Summit for Education (Wise) 2013, um dos maiores eventos de educação do mundo, realizado em Doha, no Catar, discutiu os obstáculos da educação em um mundo globalizado. O debate mostrou que o Brasil não enfrenta sozinho o desafio de, mais do que colocar as crianças na escola, oferecer um ensino de qualidade, que forme cidadãos para uma convivência global.

"O mundo está mudando e a a educação também precisa ser modificada, de forma a atender as novas demandas que vêm surgindo. Precisamos de um modelo mais flexível", defendeu a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, que abriu a discussão.

Para Qian Tang, assistente de educação da direção-geral da Unesco, a sociedade continua preparando as pessoas apenas para o mercado de trabalho, mas uma educação de qualidade deve fazer muito mais do que isso. "Precisamos falar de valores, de caráter, da convivência com o outro, com o diferente. Não basta o que estamos oferecendo. Estamos tirando de nossos filhos um futuro melhor."

Presidente do Centro de Políticas Públicas da Universidade Católica do Chile, Francisco Claro ressaltou que a mudança também deve passar pela formação dos professores. "Precisamos também formá-los com mais qualidade para que possamos aproveitar todas as possibilidades que o mundo nos oferece. Temos de criar um sistema que coloque a qualidade como ponto central do processo."

* A jornalista viajou a convite da Fundação Catar

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