Escolas públicas investem em ações antibullying

Redes municipal e estadual usam cursos e até jogos de RPG para prevenir perseguição entre alunos

O Estado de S. Paulo

08 Fevereiro 2016 | 08h58

SÃO PAULO - As redes estadual e municipal de ensino de São Paulo também têm reforçado suas ações contra o bullying. O desafio, no sistema público, é dar escala aos programas de prevenção e combate. A lei federal ainda estabelece que Estados e municípios deverão publicar relatórios bimestrais dos registros desse tipo de violência.
A partir deste ano, cada escola municipal de São Paulo terá uma comissão de mediação de conflitos, com o objetivo de resolver problemas internos, como o bullying. A ideia é diagnosticar a violência, propor soluções e encaminhar casos mais graves a equipes especializadas da secretaria de Educação.
Além de ações educativas para crianças e adolescentes, segundo a pasta, há cursos para gestores e professores e iniciativas que envolvam a comunidade no combate à violência.
Nas escolas estaduais, são usados kits didáticos, dinâmicas teatrais e jogos de RPG para debater o bullying. Outra estratégia, adotada desde 2010, é o trabalho de professores mediadores, responsáveis por trabalhar a cultura da paz nas escolas. Mais de 3,2 mil docentes atuam nessa função.
Relatórios. A nova lei federal antibullying ainda que Estados e municípios publiquem relatórios bimestrais sobre ocorrências desse tipo de violência dentro das escolas. A norma, porém, não especifica como será feita a publicação dos dados. Isso pode, segundo especialistas, prejudicar a consolidação de estatísticas precisas e padronizadas sobre o problema. 
A Secretaria Municipal da Educação informou que todas as unidades possuem um livro de ocorrências, "com registro dos casos conflituosos, que exijam ações educativas". De acordo com a pasta, a forma de coleta e registro dos dados ainda será regulamentada na rede. Já o Estado disse que as escolas já são orientadas a informar dados sobre problemas internos no registro de ocorrências escolares. 
Questionado na sexta-feira, 5, sobre como articularia a produção desses relatórios nas cidades e Estados, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que precisaria de mais tempo para dar uma resposta. 
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