Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Escolas particulares de SP vão abrir já na segunda-feira

Algumas darão preferência para educação infantil, outras receberão todas as séries. Permissão ocorreu porque o governo decidiu por o Estado na fase vermelha

Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2021 | 15h16

Depois do anúncio do governo do Estado, muitas escolas particulares da capital paulista já decidiram que vão abrir segunda-feira. Algumas darão preferência inicialmente para os alunos da educação infantil na semana que vem. A liberação da educação ocorreu nesta sexta-feira, 9, porque o governador João Doria decidiu tirar São Paulo da fase emergencial e passar para a vermelha.

Todas as escolas estão autorizadas a dar aulas presenciais com 35% dos alunos por dia. A rede estadual volta na quarta-feira, segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares, para que possam se organizar na segunda e terça-feira.

Em coletiva, ele disse que as escolas devem dar preferência para receber presencialmente as crianças menores, da educação infantil e primeiros anos do fundamental pela dificuldade com o ensino remoto. Ele também enfatizou o atendimento a crianças e adolescentes com deficiências e saúde mental prejudicada.

O Estadão consultou escolas da capital e as que responderam que irão abrir na semana que vem são: Colégio Móbile, Pentágono, Dante Alighieri, Magister, Magno, Elvira Brandão, Projeto Vida, Oswald de Andrade, Lourenço Castanho, Maple Bear, See Saw, Luminova, Piaget, Cantareira, Guilherme Dumont Villares. Algumas decidiram recomeçar as aulas presenciais apenas com educação infantil e gradativamente incluirão outras séries.

Algumas escolas, como o Magno, já tinham começado a inscrever os alunos cujos pais tinham interesse no ensino presencial na semana que vem. A maior adesão, segundo a diretora Claudia Tricate, era de crianças também da educação infantil.

Na capital, um decreto da Prefeitura permitia o funcionamento da rede pública e particular a partir do dia 12 justamente se houvesse a mudança para a fase vermelha. A secretaria municipal da educação também enviou aos pais uma pesquisa sobre a intenção de levar os filhos na segunda-feira, que ainda não foi finalizada.  

Entre as instituições que fazem parte da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar) algumas reabrem na segunda-feira e outras na terça. A única que anunciou previamente que continuaria no ensino remoto foi o Colégio Santa Cruz. Em carta, o diretor Fabio Aidar, disse se preocupar com  “o impacto da abertura do campus trará para a nossa comunidade e para a cidade”.

Nesta sexta-feira, o Gracinha também decidiu não abrir. "Nossa opção não é o caminho mais confortável, mas está de acordo com o compromisso que temos com a preservação da vida acima de qualquer interesse e do bem comum", informa a direção em carta aos pais. A escola reavaliará a decisão no dia 16.

O Colégio Equipe, na região central, informou que vai continuar com ensino remoto e que mandará um questionário para que respondem sobre a necessidade de atendimento presencial futuro. "Partimos da avaliação de que as condições sanitárias que nos levaram à suspensão das atividades na escola não se alteraram de forma significativa, que temos condições de manter o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias e aguardar o momento mais seguro para a retomada", afirmou o texto.

Para o presidente da Abepar, Arthur Fonseca Filho, a abertura é resultado de um esforço para que a educação se tornasse essencial. “Assegurar o atendimento dos alunos e famílias que precisam é obrigação das escolas públicas e privadas aqui e no mundo todo. Cuidar para que os protocolos sejam seguidos é nosso compromisso”, disse.

A abertura das escolas é a grande mudança com relação a fase emergencial em que o Estado estava até então. Comércio, restaurantes e bares continuarão fechados e podendo atender apenas em sistema de drive-thru, delivery ou take away.

Pesquisas internacionais indicam que as escolas não são grandes focos de transmissão da covid. A mais recente delas, feita por pesquisadores brasileiros na Universidade de Zurich, mostrou que o número de casos e óbitos nas cidades paulistas que reabriram suas escolas não cresceu mais do que nas que não o fizeram.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.